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Quase metade das fraudes ocorre em operações feitas pela internet

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Há ainda as chamadas ?dicas ostensivas?, sugeridas pelos órgãos fiscalizadores. Uma delas é que se o consumidor verificar na fatura compras que não foram realizadas, avisar imediatamente a sua administradora através do (SAC) Serviço de Atendimento ao Cliente, bem como pedir o cancelamento e a substituição do cartão de crédito clonado por um novo, anotando o número de protocolo. Também declare todos os valores que não reconhece, pedindo a imediata suspensão da cobrança, com a emissão de uma nova fatura, sem os valores contestados. A página na internet do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) informa que o golpe mais comum é a clonagem de cartão de crédito, seguido do recebimento de boletos falsos, com 13% das menções. Além desses tipos de fraudes, também aparecem clonagem de cartão de débito, contratação de empréstimos e financiamento, todos com o mesmo nível de incidência (11%), respectivamente. Quase metade das fraudes se deu em transações ou compras feitas pela internet. Ainda segundo o SPC, outros 20% dos golpes aconteceram nas operações realizadas em agências bancárias ou financeiras e 15% em lojas físicas. OPERAÇÃO FAKE CARDS Em fevereiro deste ano, policiais civis da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) prenderam uma organização criminosa especializada em crimes de estelionato. A operação Fake Cards foi coordenada pelo delegado Thiago Prado e descobriu que os suspeitos aplicavam golpes em usuários de cartões de crédito. Um líder do grupo passava-se por funcionário da operadora do cartão, que ligava para os clientes informando que a empresa iria efetuar a troca do cartão, enviando um novo para a residência do usuário. Logo em seguida, outro membro da organização ia até a residência do cliente para entregar um cartão falso dentro de um envelope e recebia o cartão da vítima. ?A operação Fake Card teve o objetivo de prender uma organização criminosa que estava cometendo crimes de estelionato. Eles conseguiam ludibriar as vítimas para que entregassem os cartões de crédito. Os criminosos se passavam por funcionários da operadora de cartões de crédito e alegavam que a vítima estava com o cartão de crédito bloqueado e seria necessário a troca. As vítimas acreditavam nessa história e entregavam o cartão para os criminosos que em seguida efetuavam diversas compras, em várias redes varejistas do comércio de Maceió causando prejuízo às vítimas?, explicou o delegado da Deic, Thiago Prado. ?O que a gente passa de dica de uma forma geral é que as pessoas têm que ter cuidado com as informações pessoais, que passam tanto por telefone como também através da internet, uma vez que os criminosos estão a todo tempo tentando pegar dados das pessoas para em seguida conseguir falsificar cartões de crédito e causar prejuízo. Nunca atender uma ligação e fornecer os dados. Nunca fornecer um e-mail e fornecer os dados, sempre procurar diretamente a operadora de cartão de crédito ou então diretamente no site da operadora e fazer a solicitação?, alertou o delegado.

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