Cidades
Lei Seca e campanhas já pouparam 2 mil vidas

Antônio Monteiro é chefe de Educação para o Trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e diz que quando começou a Operação Lei Seca em 2012, Alagoas ?matava no trânsito? cerca 900 pessoas por ano e, em Maceió, morriam 270 no mesmo período. ?Hoje, em Maceió, o número de mortos fica em torno de 70 e Alagoas fechou o ano passado com 570, então teve 40% de redução no Estado. O governo economizou 228 milhões de reais com quase 18 mil pacientes a menos no HGE e no Hospital Daniel Houly, mesmo com o aumento da frota?, afirma. Segundo Antônio Monteiro, em oito anos cerca de 2 mil mortes foram evitadas. ?A redução se deve à soma das ações. Tem a Operação Lei Seca que conscientizou muito e as pessoas têm medo da multa e da prisão e ainda tem a questão das ações educativas que foram muito fortes?, disse. Entretanto, na avaliação do chefe de Educação para o Trânsito do Detran, os acidentes com motocicletas ainda preocupam muito. ?Temos trabalhado forte o uso do capacete. A gente vê demais no interior do estado o povo que não quer usar capacete, que não quer usar o cinto de segurança. Vinte anos já do novo código de trânsito e as pessoas ainda não usam cinto de segurança, ainda tem aquela ideia de usar em Maceió e quando entra em outra cidade tira. Às vezes o pai que está dirigindo está de capacete, mas a criança e a mãe não estão. Muitos alagoanos ainda têm resistência de utilizar os equipamentos de segurança. No interior ninguém quer usar o cinto de segurança no banco traseiro. As crianças ficam soltas, sem cadeirinha, e pode ser jogada para fora do carro?, afirma.