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DEZ MOVIMENTOS REÚNEM SEM-TERRA

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Hoje, em Alagoas, existem dez movimentos de trabalhadores rurais que reivindicam a implantação de reforma agrária. Nove estão unidos. Estima-se que mais de 15 mil famílias vivem acampadas às margens das estradas e em zonas rurais de 102 municípios. Há cinco anos, mais de 3 mil famílias de oito movimentos sociais de camponeses chegaram, aos poucos, e se instalaram dentro das terras da Usina Laginha. A maioria das famílias estava acampada nas usinas Guaxuma (no município de Coruripe) e Uruba (em Atalaia), do mesmo grupo JL. A ocupação das outras duas usinas falidas tinha os mesmos objetivos: cobrar indenizações dos operários e ocupar terras. Em 16 maio de 2016, os lideres dos movimentos dos sem-terra fizeram um acordo com o governo federal via Incra, com Estado, por meio do Iteral e com o Tribunal de Justiça, que tem à frente o desembargador Tutmés Airan. Eles aceitaram que deixariam a usina Uruba, e parte das terras da Guaxuma iria para a reforma agrária. Ainda segundo o acordo, os poderes públicos prometeram que em 90 dias definiriam o volume de terras das usinas Guaxuma e Laginha para fim de reforma agrária. Os camponeses deixaram as terras da Uruba e marcharam em direção a União dos Palmares, como do entendimento. Só que até agora o acordo não sai do papel, reclama o trabalhador rural Alfredo Inácio dos Santos, que deixou o município de Atalia e marchou com a mulher e cinco filhos para Laginha. Hoje, Alfredo mora num barraco de madeira velha e planta mamão, macaxeira, milho e feijão.

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