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4 MIL FAMÍLIAS OCUPAM TERRAS DA USINA LAGINHA

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Aumentou de 2 mil para mais de 4 mil o número de famílias de trabalhadores rurais ligadas a oito movimentos de sem-terra de Alagoas acampadas em 11 mil hectares da falida usina e destilaria Laginha, do grupo João Lyra, no município de União dos Palmares. Quem afirma é um dos membros da direção-executiva do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Cícero Ferreira da Silva. Segundo ele, as famílias vivem em condições precárias e, mesmo assim, mantêm pequenas lavouras de subsistência. Trabalhadores rurais como Valdomiro Viera da Silva, 64 anos, que mora numa barraco próximo ao parque industrial da Laginha com a mulher e 15 filhos, disse que trabalha desde os dez anos como cortador de cana, passou por cinco usinas, conseguiu se aposentar e recebe o salário mínimo. ?Se estivesse em Maceió estaria morando numa favela. Por isso, minha esperança é ganhar um pedaço de terra e terminar os dias de vida com dignidade?, disse o agricultor, que hoje planta milho, feijão, macaxeira, inhame e outros produtos. O filho mais novo de Valdomiro, de 14 anos, é o único que conseguiu estudar e está matriculado na sétima série do ensino fundamental. O sonho dele e dos irmãos é conhecer cinco irmãos mais velhos que moram em Maceió. Eles esperam regularização das terras, projetos agrários e investimentos. Mais famílias de outras regiões marcham, discretamente, em direção ao município, distante 80 quilômetros de Maceió, na esperança de conseguir um pedaço de terra e de se inscreverem em projetos de reforma agrária.

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