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Predominância por determinados perfis atrasa adoções em Alagoas

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A adoção, no Direito Civil, é o ato jurídico no qual um indivíduo é permanentemente assumido como filho por uma pessoa ou por um casal que não são os pais biológicos do adotado. Mas, para muitas pessoas, essa descrição vai muito além disso. A adoção é também um sinal de amor. Adotar também é um ato de coragem e de muita responsabilidade. É preciso ter a mesma vontade e o querer que se em gerar um bebê no próprio ventre. É amor que é conquistado, do encontro predestinado entre a mãe, o pai e o filho. É uma escolha de amor. Neste em que se comemora o Dia Nacional da Adoção, muitas conquistas foram alcançadas, mas ainda é preciso ir muito além. Os motivos que levam muitos pais a decidir por adotar uma criança ou um adolescente são muitos. Na maioria das vezes, a vontade surge da impossibilidade da mulher ou do homem em gerar um filho nos métodos tradicionais ou mesmo com ajuda científica, nos casos da inseminação. No entanto, essa maioria não é absoluta e muitos decidem adotar por assim se sentirem mais à vontade. A professora universitária e fisioterapeuta Ticiana Leal, 39 anos, e o marido estão há dois anos e sete meses na fila de adoção. Juntos há 12 anos, o casal viu na adoção a possibilidade da formação da família pelos laços do coração. Na escolha deles, estão casais de irmãos. ?Biologicamente a gente pode ter nossos filhos, mas foi uma opção nossa há algum tempo ter na adoção a formação da nossa família, algo que a gente vê com a mesma naturalidade com que uma pessoa engravida?, conta Ticiana. À espera é longa, toda a burocracia que cerca o processo de adoção de faz necessário já que se trata de vidas, mas ainda, de crianças e sentimentos e esperança. ?Existe uma burocracia que é necessária, até para fazer com que essas crianças cheguem com segurança às famílias que querem ser formadas, mas também atrasa muito a vida dessas crianças, quando a gente percebe que os prazos preconizados por lei não são obedecidos. Então acaba que eu, por exemplo, já estou há dois anos e sete meses numa fila de adoção, onde eu não quero recém-nascido. Desmotiva bastante quem quer formar sua família pelos laços de maneira correta e abre um precedente para a adoção ilegal?. Atualmente, existem no Cadastro Nacional de Adoção 46.008 pretendentes à adoção em todo o Brasil. Desses, 42.497 estão disponíveis. Em Alagoas, 414 pessoas estão cadastradas, sendo 378 disponíveis. Segundo o CNA, 85 crianças estão cadastradas em Alagoas e 40 se encontram disponíveis para adoção. O número de crianças cadastradas em nível nacional é bem maior, mas, ainda assim, abaixo do número de pretendentes. Atualmente, 9.540 se encontram no cadastro, sendo 5.041 disponíveis. Então, o que justifica a demora?

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