Cidades
Delegados cobram o pagamento de plantões
A situação deve piorar se os delegados cumprirem a ameaça de não trabalhar nos plantões. A medida deve começar em setembro. A maioria reclama que estão trabalhando sem receber parte dos vencimentos, com supercarga de trabalho e cobram mudanças no sistema de contrato para que sejam incluídos na carreira jurídica. O governador Renan Filho já avisou que não vai atender às pressões dos delegados, e seus assessores alegam que a lei de responsabilidade fiscal impede o Estado de gastar mais de 49% da receita com a folha do funcionalismo. Os delegados conseguiram um piso salarial de R$ 20,9 mil. Por causa do teto constitucional, o valor cai para R$ 16,5 mil. Eles querem ser inseridos na carreira jurídica, que tem o teto de R$ 33 mil. A maioria dos 97 delegados deu prazo de dois meses para o governo resolver a questão pleiteada há mais de cinco anos. No entanto, não existe sinalização positiva do governo. Se não houver entendimento, eles prometem suspender o trabalho nos plantões. ?Ninguém trabalha de graça, nem o governador?, desabafou um delegado lotado no Sertão.