Cidades
Segurança pública em Alagoas se transforma em caso de polícia
A maioria dos 3,3 milhões de alagoanos não consegue entender o que realmente acontece na política da Segurança Pública de Alagoas. O governador Renan Filho (MDB) alardeou em abril que o Estado foi um dos que mais reduziram a violência nos primeiros meses do ano, com a queda de 26% no número de assassinatos em comparação ao mesmo período do ano passado (a média nacional é 25%). No entanto, os moradores dos bairros periféricos e do interior dizem que os assassinatos se multiplicam principalmente nos finais de semana, gangues de traficantes disputam terrenos ferozmente, e os ataques dos assaltantes acontecem a qualquer hora do dia. A população acuada não sabe para quem apelar para conter os assaltos, roubos a residências, de motocicletas, de celulares, as guerras das quadrilhas, o tráfico, estupros, entre outros crimes. ?A situação está um horror para quem vive no interior?, lamentou a dona de casa Maria Cristina Barbosa, casada, duas filhas, moradora do bairro Nova Esperança, uma das áreas mais violentas do município de União dos Palmares. ?Depois das seis horas da noite, a gente tem que se trancar dentro de casa. Os criminosos tomam conta das ruas?, disse a dona de casa.