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Macei� j� tem primeiro caso suspeito de Sars

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EDNELSON FEITOSA E ANA MÁRCIA O Instituto Médico Legal Estácio de Lima recebeu, na tarde de ontem, o cadáver do marinheiro búlgaro Todor Nadrev Petrov, 48 anos, tripulante do navio cipriota Mike-M, que morreu, ontem, em alto-mar, com sintomas da pneumonia asiática, a Síndrome Respiratória Severa Aguda (Sars), entre eles, febre alta, dores no corpo e fadiga. Funcionários da Williams Serviços Marítimos, empresa responsável pela embarcação, informaram que o marinheiro embarcou em Sofia, na Bulgária, passando por vários portos europeus, até se dirigir para a Argentina. No Brasil, o navio passou pelo Rio de Janeiro e Recife, transportando uma carga de adubo, quando um de seus 23 tripulantes sofreu o mal súbito e faleceu. Há informações, não confirmadas, de que ele era de outro navio e tinha embarcado no Mike-M, em Pernambuco. O médico da Williams, Márcio Mota, informou, no IML, que outros marinheiros revelaram que o búlgaro reclamava de febre alta e dores nas juntas, pouco antes de entrar em coma. Na bagagem do marinheiro, o pessoal da Anvisa encontrou antibióticos. Inspeção O Mike-M deve permanecer fundeado a cerca de três quilômetros da praia por dez dias, por ordem da Vigilância Sanitária que iniciou, ontem mesmo, o trabalho de inspeção. A preocupação do setor de saúde pública do Estado tem por base informações surgidas ainda no cais do Porto de Maceió, segundo as quais, parte dos tripulantes ou o marinheiro morto tinham passado por Singapura, onde ocorreram os primeiros casos da pneumonia asiática. O secretário-executivo de Saúde, Álvaro Machado, determinou providências imediatas para investigar as causas da morte de Todor Andrev. Para o secretário, é pouco provável que a morte tenha sido por pneumonia asiática, mas amostras de material colhido serão enviadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, para análise viral. ?Estamos investigando a possibilidade de óbito por leptospirose, botulismo, meningite fulminante, entre outras doenças. Houve uma morte súbita, em menos de 24 horas, depois da apresentação de sintomas como pico elevado de temperatura, dores musculares nos membros inferiores e história de convulsão?, relatou o secretário. Do ponto de vista epidemiológico, há um dado preocupante: o tripulante percorreu vários aeroportos, em menos de dez dias: em 25 de abril, Todor saiu de Sofia, na Bulgária, para Zurich, foi então para o Rio de Janeiro e para o Recife, onde embarcou no navio cargueiro, com destino à Argentina.

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