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Sinteal atribui evas�o � defici�ncia no Ensino M�dio

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FÁTIMA ALMEIDA As reformas escolares em período letivo e as décadas de deficiência no Ensino Médio em Alagoas são apontados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Estado de Alagoas (Sinteal) como fatores extraordinários que mantêm em alta a taxa de evasão nas escolas de Maceió. Segundo pesquisa da Unesco, realizada em 13 capitais brasileiras, a taxa, em Maceió, é a maior do País, com 31,5%. A presidenta do Sinteal, Lenilda Luna, deixa claro que a entidade não é contra as reformas e reconhece que o excesso de burocracia em relação às verbas liberadas para esse fim muitas vezes é responsável por esse fator. Os recursos chegam e têm um prazo para ser utilizados, caso contrário, serão devolvidos. ?As reformas devem acontecer e ainda bem que estão acontecendo; todo mundo quer uma escola bem estruturada. Mas não podem atrapalhar o ano letivo. Há casos em que a morosidade arrasta uma reforma por seis, oito meses. Aí, a evasão é inevitável?, diz Lenilda. O fator deficiência, segundo ela, só começou a ser suprido nos últimos quatro anos, no governo Ronaldo Lessa. ?Antes havia uma baixa oferta de cursos de nível médio, principalmente no horário noturno. Isso representou uma grande lacuna na vida de muitas pessoas, entre o Ensino Fundamental e o nível médio. As dificuldades, ou porque tinham que trabalhar, ou porque não tinha oferta de cursos em horário compatível, afastaram essas pessoas da escola. Hoje, quando estão voltando, já em idade adulta, e se não encontram um ambiente estimulante, acabam desistindo com facilidade?, observa. Nos outros fatores, segundo Lenilda, Alagoas se equipara à realidade do resto do País: falta uma discussão pedagógica para o Ensino Médio noturno, que o torne mais proveitoso e estimulante; falta financiamento para esse nível escolar; não há oferta de livros didáticos pelo MEC e a maioria desses alunos está engajada no mercado de trabalho. ?A maioria das pessoas que cursam o nível médio estuda à noite, e chega à escola para sua terceira jornada, após um dia de trabalho. Encontram também professores que estão na sua terceira jornada, para compensar um salário baixo, e acaba não havendo um bom aproveitamento de ambas as partes?, diz Lenilda. Segundo a pesquisa, o professor de Maceió é o que demonstra maior índice de insatisfação salarial. O salário inicial de um professor, para 20 horas de trabalho, no município, é de R$ 420.

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