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Agrotóxico é ameaça ao meio ambiente

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No começo da semana o presidente do Movimento dos Pescadores Artesanais de Alagoas (Mopeaal), José Martins Agnelo, procurou a redação da Gazeta para fazer uma denúncia: Colocaram agrotóxico num partido de cana, na entrada de Cachoeira do Meirim, no Benedito Bentes. As plantas secas no aceiro, confirmam a ação de algum produto muito forte numa faixa de terra ao longo do asfalto. O dano, aparentemente é pequeno. A vegetação atingida é cana e mato, numa faixa de aproximadamente dois metros de largura, que segue em linha contínua ao asfalto. Mas para quem enxerga o meio ambiente além das aparências, o dano pode ser muito maior. ### Áreas de desmatamento são barreira O diretor de Fiscalização do Instituto do Meio Ambiente, Paulo Costa, diz que a fiscalização e o monitoramento das restrições da licença ambiental se tornaram trabalhos rotineiros no IMA. Isso significa, por exemplo, que uma usina tem licença para funcionar, mas não pode lançar resíduos nos mananciais e isso é monitorado com freqüência. Fora disso, segundo ele, o IMA atua mediante denúncias que chegam, a maioria pelo telefone do Disque Ecologia: 0800 821523, que recebe chamados, mesmo fora do expediente por meio da secretária eletrônica. Às vezes são duas, três; às vezes dez, doze denúncias por dia, depende da época. Temos que fazer uma triagem, porque muita coisa não cabe ação dos órgãos ambientais. Tem gente que liga até para denunciar praga de formiga no apartamento, diz ele. ### Poluição sonora é mal da década Na avaliação do promotor Alberto Fonseca, da Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, a dificuldade de fiscalização e punição dos crimes ambientais não é uma situação localizada; é um problema nacional. No âmbito local, ocorreram algumas situações que prejudicam ainda mais, como a extinção da delegacia especializada em crimes ambientais e a falta de recursos humanos. O Ibama, por exemplo, tem dois ou três fiscais para uma área do tamanho de um estado europeu. O batalhão ambiental tem profissionais capacitados, desviados de suas funções para trabalhar nas escolas; e vários postos de policiamento ambiental foram desativados, destaca ele, alertando que isso acaba gerando um acúmulo de trabalho para os profissionais que atuam nessa área, que se reflete inclusive na promotoria de Meio Ambiente. ///

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