loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Tráfico aumenta casos de homicídio

Ouvir
Compartilhar

A população de Maceió continua estarrecida com o crescimento dos índices de violência em todos os bairros da capital. Os números são crescentes, não apenas em se tratando de homicídios, mas também de roubos e assaltos. É cada vez maior o número de pessoas vítimas de delinquentes que levam de bolsa a celular. Sem contar aqueles que morrem durante essas ações criminosas. Uma das principais causas da atual realidade de violência é o tráfico de drogas, principalmente de crack. Como vicia rapidamente, essa droga leva o usuário a fazer qualquer coisa para ter a nóia nas mãos. ### Polícia diz esperar hora certa para agir Há comércio de maconha, crack, loló e até ecstasy em vários pontos dos bairros de Ponta Verde e Jatiúca. Nos trechos onde funcionam bares habitualmente frequentados por grupos de adolescentes e jovens, há sempre um fornecedor pronto a entregar ou oferecer a mercadoria. Neste último caso a intenção é fazer novos usuários. Há uma estratégia a ser seguida para que a droga chegue às mãos dos viciados. O avião, que pode estar do lado de fora do bar ou até mesmo confortavelmente sentado, servindo-se de alguma bebida, percebe o sinal, aproxima-se, recebe o dinheiro e sai para pegar a mercadoria. A recomendação dos chefes do crime é que ele não mantenha em seu poder quantidade significativa de droga. ### Alagoas ainda carece de instituições A cada dia recebemos pais desesperados ao descobrirem o envolvimento dos filhos com as drogas, afirma a psicóloga Noélia Costa Amaral, presidente do Fórum Permanente de Combate às Drogas, entidade da sociedade civil que atua na prevenção e resgate de pessoas com dependência química. Há entre as famílias que pedem socorro aquelas que já lutam há muito tempo contra a dependência de um filho, pai, irmão ou irmã, sobrinho ou sobrinha. Mas há também aquelas que acabam de descobrir, de forma violenta, que um parente está viciado. A surpresa se transforma rapidamente em desespero quando a família descobre que o adolescente está usando droga há pelo menos dois anos. ### Mágoa ?confortada? na ilusão da droga Foi por pura cabeça fraca, influências, não conseguia enfrentar problemas, sempre confortava minhas mágoas na ilusão das drogas. É o que diz Rafael, nome fictício, um adolescente de 17 anos, residente no Farol, que está em processo de recuperação, ao tentar explicar as razões que o levaram a experimentar entorpecentes. Ele começou aos 13 anos, com bebida alcoólica, passando depois a loló, maconha, anabolizantes e cocaína. Ao seu lado, o amigo Rodrigo, também nome fictício, que tem 17 anos e, como revela, experimentou de tudo. É melhor você perguntar o que não usei, afirma ele, quando indagado sobre os tipos de droga que havia consumido. ### Maconha e crack à venda em toda parte Não há exagero na afirmação de que a droga está em toda parte. Na produção dessa reportagem, a Gazeta percorreu toda a área urbana de Maceió, e pôde constatar que é possível comprar maconha e crack em qualquer esquina, do Vergel ao conjunto Carminha, no Benedito Bentes, e da Pajuçara ao bairro de Ipioca. A rota é acessível a qualquer um. Numa noite de quarta-feira, deste mês, a reportagem acompanhou uma ação de investigação da unidade P2 da Polícia Militar de Alagoas, começando pelas favelas do Vergel do Lago e Levada. Ali vimos ponteiros (encarregados de vigiar a movimentação no entorno da boca-de-fumo) atentos e armados, prontos para atirar ao menor sinal de perigo. ### Movimento nas bocas não pára Da Levada seguimos em direção às favelas São Sebastião, na Cambona, e Bom Parto. Na Avenida General Hermes os investigadores apontam um imóvel onde é possível comprar drogas. Depois da morte da irmã, Cybele, por overdose, o traficante Cláudio continuou o negócio, escondido sob a fachada de uma capotaria. Na seqüência, subimos em direção ao bairro da Chã de Bebedouro, onde observamos a movimentação na boca mantida por traficantes na comunidade chamada Buraco. O cenário é sempre o mesmo: ponteiros atentos e com a droga pronta para ser vendida. Seguimos a rota traçada pelo investigadores da P2 e vimos sinais de tráfico nos bairros Santos Dumont e Clima Bom, região do Tabuleiro. O trabalho investigativo nos levou também ao entorno do Benedito Bentes. /// Na Pajuçara, comércio de entorpecentes é feito entre traficantes e aviões, que vendem droga para manter o próprio vício. Foto: Gazeta de Alagoas

Relacionadas