Cidades
Juvenópolis: missão de gerar oportunidade
Criado com o objetivo de oferecer às crianças e adolescentes carentes do bairro de Bebedouro e adjacências uma nova oportunidade de vida, a instituição de caridade da Arquidiocese de Maceió, Juvenópolis, ao longo dos seus 63 anos, mantém-se atuante na missão de ajudar ao próximo, apesar das limitações financeiras que é obrigada a enfrentar diariamente. Apesar das dificuldades econômicas, Juvenópolis atende hoje 250 crianças e adolescentes em situação de extrema pobreza e de risco na faixa etária dos quatro aos 17 anos, além de também oferecer suporte às famílias destes menores. ### Fábrica não opera por falta de pedidos Para ajudar na manutenção dos custos da instituição, Juvenópolis conta com duas fábricas escolares, que, apesar de poder produzir peças em escala industrial, não operam em sua capacidade plena por falta de contratos. A fábrica de mobiliário escolar encontra-se praticamente parada. O arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, um dos maiores incentivadores de Juvenópolis, declarou que o próprio governo dentro de políticas públicas poderia ajudar a instituição. Precisamos da ajuda do governo para comprar o que é produzido nas fábricas-escola de Juvenópolis. A fábrica de móveis escolares está parada por não ter encomenda. Não estamos pedindo esmolas. Estamos ofertando um serviço. Com a colaboração do governo, comprando o que nós produzimos, teríamos condições de duplicar as nossas ações. Todo dinheiro que entra em Juvenópolis é aplicado dentro da própria instituição, frisou o arcebispo metropolitano de Maceió, lembrando que a instituição tem problemas estruturais. ### Juvenópolis tira adolescentes do crime Os motivos que levam crianças e adolescentes a ser assistidos por Juvenópolis são variados e vão desde a falta de comida em casa até o medo do envolvimento deles com drogas e ou com a criminalidade. Estamos com as portas sempre abertas, destacou irmã Glória. Estou há sete meses aqui. Estou aprendendo muito. Está sendo uma experiência boa, disse o adolescente Robério Araújo, 17 anos, que faz parte do internato da Casa Esperança do Juvenópolis. O adolescente é um dos estagiários da fábrica de uniforme profissionais que atua na serigrafia da fábrica. Quando sair, quero trabalhar com serigrafia, revelou o adolescente, que passa a semana em Juvenópolis e o fim de semana em casa. Ele chegou até a instituição através do intermédio da família. ///