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Com ressalvas, taxistas aprovam o GNV

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Há cerca de dez anos, quando foi inaugurado o primeiro posto de abastecimento de Gás Natural Veicular (GNV) em Maceió, os taxistas comemoraram como se fosse a redenção para uma categoria que sofria com o alto custo da gasolina e a retração provocada pelos constantes reajustes de tarifa dos táxis, para acompanhar o preço do combustível. Atraídos pela promessa de uma economia de até 70%, comprovada na ponta do lápis, os profissionais do volante não desanimaram nem com o preço da conversão nem com a desconfiança de que o novo combustível poderia causar desgastes no veículo. Recorreram a financiamentos, enfrentaram filas de espera nas oficinas convertedoras e madrugavam na fila de abastecimento do único posto de GNV do Estado, instalado em 1999, na Avenida Leste-Oeste, movidos pela certeza de que valia a pena. ### Álcool volta a ser vedete e desbanca o Gás Natural De acordo com o presidente do Sindicato dos Taxistas, Ubiraci Correia, com a ascendência dos veículos Flex, que funcionam com gasolina e álcool, está havendo uma grande renovação da frota, e muitos profissionais estão resistindo à conversão para o GNV. Quando soma o financiamento, o pessoal está preferindo o álcool. Acredito que o número de táxi com gás reduziu em cerca de 20%, diz ele. No começo do ano, a categoria realizou alguns protestos, com fechamento de rodovias, contra os sucessivos reajustes no preço do gás. Surtiu um pequeno efeito: conseguiram uma redução de R$ 0,05, superado semanas depois, com novos aumentos. ### Instalação de kits de gás cai pela metade Quem muito ouve a reclamação do usuário do Gás Natural Veicular (GNV) é o bombeiro do posto de combustível. Aguinaldo da Silva está no ramo há mais de 13 anos, e diz quer já presenciou muitos aumentos, tanto da gasolina quanto do álcool e do GNV. O cliente reclama, xinga, mas não tem outro jeito. Tem que abastecer, mesmo, diz ele. A retração por causa dos aumentos do GNV é sentida, principalmente, nas oficinas convertedoras. No mercado há seis anos, o empresário Guilherme Fazio, dono da Autogás, diz que, de maio para cá, a procura diminuiu. Até então, ele realizava uma média de 80 conversões por mês. Hoje, fica em torno de 25 a 30 carros. Ele atribui esse comportamento principalmente à desinformação e à incerteza do consumidor, sobre se continuará valendo a pena daqui a dois, três anos. ///

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