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Judici�rio federal far� paralisa��o de 48 horas

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Os servidores do Poder Judiciário Federal e do Ministério Público da União referendaram, ontem, em assembléia na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o indicativo de uma paralisação de 48 horas, nos dias 14 e 15, para protestar contra a proposta da reforma da Previdência, encaminhada pelo governo federal ao Congresso, e o reajuste linear de apenas 1% para os servidores federais. O diretor jurídico do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e do Ministério Público Federal (Sindjus), Paulo Falcão, informou que a decisão dos servidores do Judiciário Federal em Alagoas será levada para a plenária da Federação Nacional do Poder Judiciário Federal (Fenajufe), que será realizada, amanhã, em Brasília. ?No sábado, a posição de todas as federações dos servidores federais será levada para a plenária nacional da Coordenação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Cnesf), na qual será referendada a paralisação de 48 horas, por todos os servidores?, explicou Falcão. Insatisfação Ele garante que a disposição dos servidores do Poder Judiciário é aderir à paralisação, uma vez que a insatisfação é muito grande com o ajuste linear de 1% e a proposta de reforma da Previdência, que trará graves perdas para a categoria. Segundo Falcão, os servidores esperavam que, cumprindo o que determina a Emenda 19, que estabelece uma revisão anual dos servidores federais, o governo concedesse pelo menos um percentual de reajuste de 46%. Sobre a reforma da Previdência, a categoria considera inadmissível a taxação dos servidores inativos que ganham acima de R$ 1.058,00 e o estabelecimento de um teto de R$ 2.400,00 para as aposentadorias. ?É um absurdo o estabelecimento desse teto, uma vez que o servidor desconta 11% em cima do salário que recebe?, protesta Paulo Falcão. Ele contesta, ainda, os argumentos do governo de que são as aposentadorias dos servidores federais que provocam o déficit da Previdência. ?É a própria União que não repassa as contribuições para a Previdência, além da sonegação das grandes empresas?.

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