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Semin�rio discute cotas para afro-descendentes

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Na próxima terça-feira, dia 13, será encaminhado ao Conselho Universitário (Consuni), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), documento sugerindo a ciração de uma comissão para elaborar projeto de políticas de cotas para o ingresso e permanência de afro-descendentes na instituição. O ato faz parte da programação do Seminário de Políticas Públicas de Ações Afirmativas para o Ensino Superior em Alagoas para Afro?descendentes, que será realizado das 8h às 22h, no auditório da Reitoria, Campus Universitário. O evento é aberto à comunidade em geral. No documento ? elaborado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB), da Ufal, e Secretaria Extraordinária e Defesa e Proteção das Minorias (SEDEM), do Estado de Alagoas ? será entregue ao reitor Rogério Moura Pinheiro, presidente do Consuni, às 14h. O projeto está fundamentado o porquê das políticas de ações para o ensino superior na instituição alagoana e as propostas que serão apreciadas para aprovação posterior pelo Conselho Superior da instituição. Segundo o coordenador do NEAB, professor Moisés Santana, já existem as cotas para afro-descendentes para ingresso no ensino superior nas Universidades Estaduais da Bahia (UEBA) e do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade de Brasília o projeto está em tramitação. ?A Lei que regulamentas as cotas foi aprovada em primeira instância no Congresso Nacional e conta com o apoio do ministro da Educação, Cristovam Buarque, mas cabe a cada universidade a discussão dentro das suas especificidades?, acrescentou. A escolha do 13 de maio ? quando se comemora abolição da escravatura no Brasil ? foi escolhida para lembrar a sociedade que o dia não é de comemoração, mas de reflexão. ?Essa é mais uma oportunidade para se debater as políticas públicas do nosso interesse?, ressaltou Santana. A abertura do seminário será às 8h com a palestra o ?Processo histórico de políticas de cotas no Brasil?, proferida pelo professor da Ufal e secretário da SEDEM, Zezito Araújo. Ainda pela manhã também será discutida a ?Formação de pesquisadores afro-descendentes e políticas de cotas na universidade?, com Henrique Cunha Júnior, professor da Universidade Federal do Ceará e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros. Discussões O seminário vai centralizar as discussões sobre as políticas públicas de ações afirmativas para o ensino superior em Alagoas e contará também com a participação do professor Renato Emerson do Nascimento dos Santos, coordenador do Programa de Políticas da Cor, do Laboratório de Políticas Públicas da UERJ, responsável pela supervisão de 27 projetos nessa área nas universidades brasileiras. Também serão debatedores do seminário os professores Ângela Bahia, Luís Sávio de Almeida, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, e Alberto Jorge, representante da OAB-AL. A Ufal é uma das instituições beneficiadas pelo programa da UERJ, que financia o Àfrojùbá ? cursinho destinado a afro-descendentes e carentes ? em funcionamento desde o ano passado. As aulas são ministradas no Centro de Ciências Biológicas (CCBi) da Ufal, das 19h às 22h. O processo de seleção é realizado pelo NEAB em conjunto com outras entidades do Movimento Negro de Alagoas. ?Essa atividade é um exemplo de política afirmativa, mas para tocar esse projeto o Neab precisa de apoio mais efetivo da instituição alagoana. Esse mesmo projeto já foi encaminhado à SEDEM que o enviará à Secretaria de Educação do Estado. Temos a previsão de iniciarmos a segunda turma no próximo mês de junho?, disse Moisés. No documento a ser entregue ao reitor Rogério Pinheiro, dentre as reivindicações Moisés destaca o item sobre a auto-declaração da cor no ato da matrícula dos alunos. Uma outra proposta é a obrigatoriedade da disciplina História da África no currículo do curso de História da Ufal e que se busque junto à Fapeal a criação de um programa de pesquisas específicas para a cultura afro?brasileira. ?Estamos propondo também a criação de programas de capacitação de professores das redes pública e privada nas relações raciais na história da África?, defendeu.

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