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Profissionais defendem a orienta��o nutricional para fam�lias cadastradas

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Não consta no programa Fome Zero, instituído pelo governo federal, orientação de um profissional de nutrição sobre o uso racional do dinheiro (R$ 50,00) para a compra dos gêneros alimentícios. Mas a nutricionista Carla Quintella explica que seria indispensável educar e orientar sobre o que consumir, mesmo com poucos recursos, sugerindo itens aliados ao hábito alimentar saudável. Ela ressalta que o Nordeste é riquíssimo em alimentos, dispondo de frutas, verduras e legumes que representam alternativas alimentares de baixo custo e alto poder nutritivo. Também é rico em peixes e frutos do mar, fontes de proteínas e ácidos graxos essenciais. ?Dentro de uma alimentação equilibrada e suficiente, sem excessos ou deficiências, devemos extrair tudo de útil que os alimentos regionais têm para nos propiciar, pois eles são o bastante para garantir a boa saúde das pessoas sem comprometer a economia doméstica?, diz Carla, frisando que a saúde começa na mesa e algumas doenças podem ser prevenidas pelos bons hábitos alimentares. ?Não deixe faltar na mesa alimentos frescos e da nossa terra como: peixe, feijão de corda, jerimum, couve, leite de cabra e todas as frutas tropicais?, recomenda. Segundo a profissional, diversos aspectos interferem no tipo de alimentação de um indivíduo ou comunidade, tais como: cultura, acesso ao alimento, hábitos adquiridos, entre outros. O acesso da população aos alimentos regionais é fácil e barato, e seu uso diário valoriza as nossas raízes culturais na alimentação. No entanto, a cultura alimentícia, atualmente, está distorcida pelo marketing da indústria que ?define? a pauta de consumo de alimentos, mudando os padrões alimentares da população e induzindo à ingestão excessiva dos industrializados, muitas vezes supérfluos e/ou danosos à saúde, ao invés de incentivar maior ingestão de alimentos ?in natura?. Nesse contexto, os pais são de fundamental importância para educar os filhos e ensiná-los a ingerir os alimentos certos e na hora certa. ?Uma alimentação variada deve ser estimulada, desde a infância, conquistando o paladar da criança dia-a-dia,? enfatiza. Carência nutricional Carla explica que no Brasil ainda existem doenças provocadas por má alimentação, como a carência de vitamina A, um nutriente responsável pelo bom funcionamento do sistema imune. A vitamina A é o último dos três grandes problemas de saúde pública no Brasil, relacionados à deficiência de nutrientes. ?Há vários anos, o Ministério da Saúde conseguiu obrigar os fabricantes de sal a incluir iodo em seus produtos. No ano passado, uma nova resolução determinou a adição do ferro nas farinhas de trigo. Agora, o governo federal também estuda a suplementação de vitamina A, em algum produto que seja consumido por pessoas de qualquer idade e classe social. Enquanto isso não acontece, podemos incluir na nossa alimentação diária alimentos naturalmente ricos em vitamina A, como fígado, gema de ovo, leite e derivados, mas esta vitamina também pode ser encontrada sob a forma de betacaroteno, em frutas e vegetais de cor alaranjada, como mamão e cenoura, e em verduras verde-escuras, como o agrião e a couve?, ensina Carla, cuja experiência prática foi realizada em Portugal, na Universidade do Porto, onde apresentou tese sobre uso dos carboidratos na alimentação humana. Gastando pouco Atualmente, ela é nutricionista do Sesi e apresenta, semanalmente, no AL TV 1a Edição, na TV GAZETA, o quadro ?Bom e Barato?, onde são exibidas receitas culinárias, ensinando que é possível comer bem gastando pouco. De acordo com a profissional, no Brasil, parece ser crescente a obesidade em todas as faixas etárias, classes sociais e regiões. De acordo com a OMS, a obesidade é considerada como a epidemia mundial do século XXI. Não só a obesidade vem aumentando, mas também outras doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão arterial, alguns tipos de câncer, osteoporose e doenças cardiovasculares), relacionadas com a má alimentação.

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