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Neurocirurgiões discutem novas técnicas

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Maceió sedia, a partir de hoje, o 16º Congresso Nordestino de Neurocirurgia, que reunirá na capital alagoana renomados profissionais da área, no Brasil e no mundo. A abertura oficial do evento será às 19h e a programação segue até o próximo sábado, 24, durante todo o dia, no Hotel Jatiúca, com palestras, mesas-redondas e aulões, além de exposições ao público de novas técnicas para tratamentos de traumas, acidentes vasculares cerebrais, tumores localizados no sistema nervoso central, crises epiléticas, entre outros. Ontem, o dia foi reservado para a realização de pré-conferências. O congresso, segundo o presidente de honra do evento, médico-neurocirurgião Ronald Mendonça, é realizado a cada dois anos e tem como objetivo estimular a prática da neurocirurgia realizada no Nordeste e o trabalho dos neurocirurgiões, difundindo esse importante campo da área médica. NÚMERO DE ALAGOAS A expectativa, segundo Ronald Mendonça, que há 40 anos se dedica à neurologia, sendo uma das referências na área, é de que em torno de 300 a 500 profissionais do Brasil e de outros países participem do congresso. Um número, de acordo com ele, muito expressivo. Para se ter ideia do que esse número significa, o congresso nacional reúne em média duas mil pessoas. Portanto, o congresso nordestino é extremamente importante, afirma Ronald Mendonça. De acordo com material informativo produzido pela assessoria do congresso, em Alagoas existem mais de 20 neurocirurgiões, realizando tratamentos em três áreas do corpo humano: o crânio, os nervos periféricos e a coluna vertebral. O texto informa ainda que, de acordo com o presidente da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia e do congresso, o neurocirurgião Aldo Calaça, na região Nordeste, todas as cidades com mais de 300 mil habitantes contam com um profissional da neurocirurgia. HISTÓRIA Afirma ainda o médico, por intermédio de sua assessoria, que são mais de 500 neurocirurgiões atuando nos nove estados nordestinos. A assessoria revela que em Alagoas são realizadas, em média, 12 cirurgias de crânio e coluna por mês. Entre as cirurgias, o médico Aldo Calaça cita os traumas decorrentes de acidentes de trânsito, quedas de altura, prática desportiva e até mesmo os efeitos nocivos da violência urbana. Os efeitos da violência urbana, segundo o médico-neurocirurgião Ronald Mendonça, trazem uma prática e experiência que, por exemplo, a vida civil de americanos não tem. Ele cita o caso da violência praticada com uso de facas, foices, que acaba por diferenciar o trabalho do neurocirurgião de Alagoas do norte-americano, ele diz, ao se referir às neurocirurgias realizadas nas vítimas desse tipo de agressão. Segundo informativo do 16º Congresso Nordestino de Neurocirurgia, a neurocirurgia alagoana foi oficialmente fundada com a chegada do dr. Abynadá Liro, no início de 1972. O pioneiro, direta e indiretamente, foi o responsável pela formação de dezenas de jovens. O primeiro Congresso da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia foi realizado 1985, no Hotel Tambaú, em João Pessoa, na Paraíba. Vários temas serão abordados, dentre eles as doenças cerebrovasculares, a doença degenerativa da coluna vertebral, as patologias dos nervos periféricos, os tumores do sistema nervoso, a neurotraumatologia e a neurocirurgia pediátrica. ?

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