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Nutricionistas cobram participa��o no Fome Zero

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No Brasil, existem 23 milhões de pessoas desnutridas, entre elas, crianças e idosos. São brasileiros que não se alimentam ou, quando o fazem, a comida é totalmente pobre em nutrientes. O número é do governo federal que, para combater o problema, criou o programa Fome Zero. Mas os especialistas fazem uma crítica ao modelo que começa a ser implantado no País. Para as entidades nacionais dos nutricionistas, a composição das equipes que vão executar o Fome Zero carece de um profissional da área, pois é o nutricionista que está capacitado a apresentar alternativas de combate à desnutrição. O movimento para que tanto o Fome Zero quanto os demais programas de assistência à saúde tenham a participação de nutricionistas já chegou a Alagoas. Aqui, o sindicato da categoria também se engajou na luta para incluir um profissional nas equipes que vão executar as ações de combate à fome. A presidenta da entidade sindical, Simone Araújo, ressalta que o nutricionista está tecnicamente e cientificamente preparado para diagnosticar os danos que a fome provoca. ?Entendemos como fundamental a participação do nutricionista. É a nossa presença que aliada à ação governamental, vai alavancar o programa Fome Zero? - disse a nutricionista alagoana, para quem o profissional de sua categoria deve estar à frente desse projeto, bem como ter participação nas equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) e nos postos de saúde. A categoria propõe a adoção de políticas específicas de combate à desnutrição, entre elas, a readequação da merenda escolar e a criação de um programa de reeducação alimentar. A fome provoca danos à saúde física e psíquica de suas vítimas, que vão do baixo peso à depressão.

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