Cidades
Beneficiários temem perder dinheiro que ajuda nas despesas domésticas

A empregada doméstica Joselina Ribeiro de Lima, de 36 anos, que mora no bairro da Forene, em Maceió, diz estar apreensiva desde quando leu na imprensa a notícia do possível corte. Casada com um pedreiro e mãe de quatro filhos, ela conta que não consegue imaginar como vai conseguir tocar a vida sem o Bolsa Família. O benefício rende R$ 385 todos os meses e o valor é usado para ajudar nas despesas escolares dos garotos e acaba sendo um suporte na subsistência da família. O cadastro no programa foi feito há quatro anos, depois de várias tentativas de Joselina. A intenção era reforçar a renda e tentar dar condições de estudo e de vida para os filhos. A dificuldade foi grande para conseguir a liberação no sistema. Eu sempre dava entrada e quando ia na Caixa era informada de que o pagamento não tinha sido autorizado. Quando consegui, foi uma vitória e pude ter uma ajuda e tanto para as despesas domésticas, lembra. Ela afirma que a possibilidade de ter o benefício cortado lhe causa preocupação quanto ao futuro. O dinheiro vai fazer muita falta. Imagine uma casa de família com seis pessoas vivendo com um salário mínimo. O Bolsa Família ajuda demais no nosso orçamento. A partir dele, eu pude melhorar de vida e até consigo pagar uma escola particular para minha filha caçula, que tem nove anos. Se não tiver mais o dinheiro, vou ter que mudar os planos e um deles é justamente tirá-la do colégio. Quem tem filhos sabe que sempre está faltando alguma coisa em casa, e o Bolsa Família chega para nos ajudar nesse sentido.