Cidades
Alagoas reduz trabalho infantil em 11,86%
Quase 2.700 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil em Alagoas, entre 2014 e 2015. Essa é a tradução do percentual divulgado pelo coordenador nacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), Francisco Brito, que representou o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) no 2º Encontro Intersetorial de Ações Estratégicas do Peti, realizado ontem, em Maceió, pela Secretaria do Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades). Segundo Brito, enquanto a média nacional do trabalho infantil subiu 4,8% de um ano para o outro, em Alagoas houve uma queda significativa de 11,86%. Em números absolutos, 2.658 crianças e adolescentes alagoanos saíram da situação de trabalho infantil, afirmou o representante do MDSA. Apesar da queda, a incidência ainda é grande, mas na avaliação dele, a política tem sido assertiva em Alagoas e no conjunto dos estados do Nordeste. Mesmo assim, Alagoas está em 22º lugar no ranking brasileiro do trabalho infantil, segundo informou a superintendente de Assistência Social da Seades, Aline Rodrigues. A consultora da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Maria Isabel da Silva, ressaltou a importância da ação conjunta do governo do Estado, municípios e entidades relacionadas à luta contra o trabalho infantil para consolidar avanços e destacou o papel do Encontro Intersetorial para a reflexão do trabalho que vem sendo realizado. Precisamos desses momentos de avaliação e reflexão sobre as nossas ações, bem como de planejamento das ações futuras, buscando de fato a erradicação do trabalho infantil no Estado de Alagoas e no Brasil, disse. O evento reuniu gestores municipais de Assistência Social, Saúde e Educação, e conselheiros tutelares dos 102 municípios alagoanos, Ministério Público, Procuradoria Regional e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (MPT, PRT e SRTE), e trouxe a Alagoas representantes da OIT, do MDSA e do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), que apontaram avanços, prejuízos e os rumos mais seguros para a aplicação das políticas públicas de enfrentamento ao trabalho infantil. No encontro, os participantes também discutiram o financiamento das ações dos Centros Especializados de Assistência Social (Creas), presentes em 96 dos 102 municípios alagoanos. Segundo o secretário de Estado de Assistência Social, Antônio Pinaud, o governo de Alagoas tem investido não apenas na repressão ao trabalho infantil, mas também no desenvolvimento de crianças e adolescentes.