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Popula��o diz que grupos discriminados s�o maioria

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Um relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) concluiu que os grupos mais suscetíveis à discriminação no Brasil estão longe de ser a minoria. Mulheres e negros representam 55 milhões de pessoas, o correspondente a 68% da População Economicamente Ativa (PEA) brasileira, e são os grupos mais discriminados no mercado de trabalho. Nas ruas de Maceió, a maioria das pessoas concorda com o resultado do estudo realizado pela OIT. Para as irmãs Quitéria e Lourdes Malta a discriminação contra a mulher continua, mesmo com todas as conquistas do sexo feminino, nos últimos anos. Para elas, é possível que algum dia essa situação mude, mas por enquanto o preconceito contra a mulher ainda é muito grande. A estudante Crícia de Lima também avalia que a discriminação contra a mulher, principalmente negra, ainda é muito grande na sociedade. ?A gente sente esse preconceito sobretudo nos colégios, mas aos poucos essa situação pode mudar?, observou. O estudo da OIT demonstra, ainda, que a desigualdade é bastante evidente quando se analisa os níveis de desemprego. Em 1992, 7,8% das mulheres estavam desempregadas. Porcentagem que passou para 11,7% em 2001. No mesmo período, o índice entre homens passou de 5,2% para 7,4%. A taxa de desemprego feminina, em 1992, era 50% superior à masculina; em 2001, passou a ser 58% maior. (MFA)

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