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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Cadeirantes fazem protesto por rampas

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Um ato de protesto realizado ontem pela manhã, na Avenida Fernandes Lima, em frente ao Quartel do Exército, chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência ou limitações físicas para se locomover nas ruas e calçadas de Maceió. Um grupo de cadeirantes fechou a rua, na faixa de pedestres, e, munido de martelos, marretas e outros instrumentos, quebrou a calçada, nos dois sentidos paralelos à pista, para chamar a atenção sobre a necessidade de construção de rampas de acesso para pessoas com dificuldade de locomoção. Este não foi o primeiro protesto do grupo, formado por pessoas de vários bairros de Maceió que se mobilizam por meio de mensagens trocadas via WhatsApp em busca de melhoria da acessibilidade. Dias atrás, eles já tinham realizado o mesmo ato em pontos da Avenida Menino Marcelo (Via Expressa). Eles querem respostas do poder público, em forma de ação, mas pelo menos ontem, apenas a Polícia Militar esteve no local do protesto, muito mais para dar um apoio aos cadeirantes em sua manifestação, do que para reprimi-la. Tem hora que nos sentimos um nada. Ninguém aparece, ninguém dá respostas, não sabemos a quem recorrer. Apesar das leis de inclusão e acessibilidade, de trabalharmos, pagarmos impostos, nos deparamos com calçadas desniveladas ou obstruídas, falta de rampas, até mesmo em escolas, órgãos públicos, pontos de ônibus, no shopping, em hospitais e clínicas de saúde. São situações que dificultam a nossa autonomia. É tão fácil quebrar uma calçada e construir uma rampa. O que é difícil e constrangedor é termos que depender, sempre, da boa vontade de alguém que empurre a nossa cadeira para que possamos subir uma calçada, entrar num ônibus, diz o cadeirante Thiago Santos.

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