Cidades
GGAL questiona restrição à doação de sangue

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos de Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), Jadson Andrade, denunciou ao portal Gazetaweb que homossexuais estão sendo impedidos de doar sangue nos hemocentros do Estado. Eles alegam que embora estejam inseridos no grupo considerado de risco, conforme portaria do Ministério da Saúde o tratamento dispensado a esse público estaria carregado de preconceito. De acordo com Jadson, no momento em que o doador segue para a triagem nos hemocentros, seja público ou privado, o candidato que revela ter mantido relação sexual com parceiro do mesmo sexo é informado, de imediato, que não pode efetuar a doação. A negativa, segundo ele, vem antes mesmo de o doador se submeter à triagem propriamente dita. O fato de a pessoa se declarar homossexual não quer dizer nada. Isso não significa que ela esteja no grupo de risco. Afinal, um heterossexual tem a mesma chance de se contaminar. Portanto, cobramos uma revisão dessa portaria, afirma Jadson, que questiona a efetividade da medida. É que, ainda de acordo com ele, um homossexual pode se passar por um heterossexual e, com isso, doar seu sangue normalmente. Estão agindo dessa forma por puro preconceito. O fato de sermos homossexuais não pode nos impedir de salvarmos vidas, emendou. A gerente da Hemorrede Pública de Alagoas, Verônica Guedes, informou à Gazetaweb que a triagem para doação de sangue obedece à portaria do Ministério da Saúde. A restrição está expressa na portaria 158/2016, do Ministério da Saúde, e na Resolução 43/2014, da Anvisa, as quais incluem na lista de 12 meses sem poder doar tanto os homens que tiveram relações sexuais com outros homens como as parceiras sexuais destes.