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Comunidades cobram saneamento básico

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De todos os integrantes da família do líder comunitário Antônio Sabino, de 56 anos, somente o filho mais velho dele vive em bairro onde o direito constitucional ao saneamento básico é respeitado. Os demais, reforça, sofrem as consequências do esgoto correndo a céu aberto. A quarta geração da família chegou e saneamento básico continua sendo sonho distante, lamenta, referindo-se ao distrito de Ipioca, comunidade inserida nos 65% do território municipal onde rede de drenagem e de coleta de esgoto continuam sendo sonho distante. Minha neta mora no Santo Eduardo, onde há rede de esgoto. Raramente adoece. Meu filho menor, nascido e criado aqui em Ipioca, adoece bastante. A gente vive correndo para o posto de saúde para tratar diarreia e problemas afins, completa. Como forma de reverter a situação, Sabino e os demais integrantes da Federação das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas (Famecal) têm chamado a atenção de diversas autoridades para o problema, considerado crônico. Recentemente, solicitamos da prefeitura a inclusão do Plano Municipal de Saneamento Básico nas discussões do Plano Plurianual. O município precisa prever recursos para fazer avançar a rede de esgoto onde não há saneamento básico, afirmou. Se depender do líder, a municipalidade enterra dinheiro (investe em obras de saneamento) a partir das oito regiões administrativas mais carentes da cidade, dentre as quais a região do Vergel do Lago, margeada por imenso canal que leva sujeira à Mundaú. Até parece que a prefeitura não toma providências, critica Sabino. O secretário adjunto de Habitação Popular de Maceió, engenheiro Anderson Alencar, discorda do líder comunitário e reforça que o plano de saneamento básico da cidade está pronto.

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