Cidades
Policiais e professores cobram valorização
Ricardo Nazário, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL), considera a situação da categoria ainda precária, já que as delegacias, que são o ambiente de trabalho dos policiais civis, carecem ainda de maior atenção do poder público. As delegacias continuam insalubres. Ainda continua o desvio de função, já que o policial civil tem a missão de investigar, mas não consegue fazer isso porque fica tomando conta dos presos. A população deixa de ser assistida porque o Estado engessa a Polícia Civil, aí reflete no atendimento à população, reflete no número de ocorrências porque a população deixa de ir até a delegacia porque se sente até constrangida de ir a uma repartição pública e ela ser uma fedentina. Você é vitimizado no local. Aí, não tem assistência na delegacia, avalia. Segundo Ricardo Nazário, sem a realização de concursos públicos para a área, há uma defasagem de quase 3 mil policiais civis em Alagoas. Isso é muito grave. Acumular serviço, equipes pequenas, isso reflete na demora na elucidação dos crimes. Imagine a situação de um servidor. Não há condições de trabalho e isso já o desmotiva e não se consegue desenvolver as suas atividades porque a equipe é pequena. Atribuições demais, existe a questão da cobrança e o policial fica receoso de enfrentar o crime porque não tem o mesmo aparato dos criminosos, explica. Alagoas conta com 1.600 policiais civis na ativa, que recebem um salário inicial de R$ 3.062.