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Deficientes cobram igualdade de direitos

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Hoje, 11 de outubro, é comemorado o Dia do Deficiente Físico, porém, de acordo com eles e entidades que o representam, não há muito para se comemorar no Estado e o dia deve ser de luta pela garantia dos direitos já conquistados. Segundo dados preliminares do Censo de 2010, o Brasil possui atualmente mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 23,92% da população. Desse total, mais de 13 milhões são deficientes físicos. Na tarde dessa terça-feira, um grupo de deficientes físicos conversou com a Gazeta de Alagoas e expôs as diversas situações com que eles lidam diariamente. O presidente da Associação dos Cadeirantes de Maceió, André Dionísio, disse que o maior dos problemas está no transporte público, mas existem dificuldades também de acesso a prédios públicos e privados, conseguir emprego e até para ir ao banheiro em alguns locais. André Dionísio definiu o dia a dia de um deficiente como um desafio. Desde o começo até o fim do dia, são diversos obstáculos a serem enfrentados literalmente, comenta. Além de André, outros deficientes partilham das mesmas reclamações, desafios e lutas. É o caso de Betânia Machado, que já foi surfista e mergulhadora e, após um acidente durante um mergulho aos 18 anos, ficou sem o movimento das pernas. Atualmente aos 35 anos, Betânia afirma que conhece os dois lados da moeda e revela que sem muita força de vontade e ajuda de amigos e da família estaria depressiva. A vida é totalmente diferente para o deficiente, falo porque sei, e o pior é que somos esquecidos, esquecidos nos ônibus, nas repartições públicas, em todo lugar nos tratam como invisíveis, desabafa. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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