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OAB denuncia falta de assist�ncia a gestantes carentes em Macei�

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De cada grupo de 200 adolescentes alagoanas pobres que estão grávidas, menos de 40% têm acesso a exames e acompanhamento médico, o chamado pré-natal. O número é da Comissão de Assistência a Crianças, Adolescentes e Jovens da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Alagoas), que denuncia o descaso dos órgãos públicos no atendimento as gestantes carentes. O presidente da comissão, advogado Gilberto Irineu, denunciou, também, que aquelas que vão aos postos de saúde recebem tratamento discriminatório e preconceituoso. ?As jovens não são orientadas ou estimuladas a buscar o acompanhamento?- disse. ?Além disso, têm que enfrentar longas filas e a dificuldade de acesso aos exames solicitados pelos médicos?, reclama a adolescente Cilene Silva, de 17 anos. ?Para tentar conseguir uma ficha a gente tem que sair de casa de madrugada?- afirmou a menor, em entrevista a uma emissora de TV local, mostrando a dificuldade que enfrenta para fazer o pré-natal e, assim, garantir um parto tranqüilo e que seu bebê tenha saúde. A falta de assistência é tão grave que algumas mulheres estão vendo seus filhos recém-nascidos morrerem. Foi o que aconteceu com a lavadeira Eliane Gomes, cujo filho morreu, depois do parto, com um grave quadro hemorrágico. Para ela, a causa da morte foi a demora no atendimento médico momentos antes de dar à luz. Sentindo muitas dores e com hemorragia, Eliane não conseguiu atendimento em quatro maternidades de Maceió. ?Passei na Santa Mônica, na Santo Antônio, no Usineiros e na Paulo Netto sem conseguir ter meu filho?- reclama ela. No seu entendimento, a demora em ser atendida provocou os problemas que levaram seu filho à morte.

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