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A cada onze jovens mortos no Estado, dez são negros

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Às vésperas do Dia da Consciência Negra, a mortalidade de jovens negros em Alagoas é apontada como de maior incidência do que em jovens brancos. A afirmação consta no livro Recortes e Retalhos da Violência e Segurança Pública, lançado este ano. E, de acordo com Bruno Araújo, um dos autores do registro, a cada onze jovens mortos no Estado, dez são negros. Na obra, lançada na 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, é detalhado que a maioria dos casos de jovens negros, de 18 a 29 anos, mortos em Alagoas no ano passado, segundo o Mapa da Violência de 2016, era do sexo masculino e que todas mortes foram ocasionadas diretamente com o auxílio de arma branca ou arma de fogo. Sendo constatado, dessa forma, a natureza violenta dos óbitos, explica Bruno Araújo, que também é advogado. A conclusão mostrada na compilação, conta Bruno Araújo, é que o jovem negro morto em Alagoas é vítima da falta de acesso à educação e à saúde de qualidade, além da falta de empregabilidade. Motivo esse que, muitas vezes, leva o jovem de encontro à violência. Em recente episódio, um grupo de 150 jovens negros e pardos estavam passeando na Rua Fechada, na Ponta Verde, e todos eles foram abordados pela polícia. A polícia estava realizando o seu ofício, mas o problema foi que apenas os negros e pardos foram abordados. Isso mostra como a sociedade ainda enxerga o negro com preconceito, e não como vítima desse preconceito, relata. Quanto ao acesso à educação, Bruno Araújo afirma que a quantidade de negros nas universidades ainda é baixa e que isso também reforça o aspecto de vulnerabilidade socioeconômica dessa parcela de jovens que acaba sendo morta. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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