Cidades
Campanha cobra assistência
Assistência médica em até 60 dias após o diagnóstico do câncer. No máximo. Garantia de que todos os pacientes oncológicos tenham acesso a um tratamento de saúde humanizado. Eis o objetivo da campanha Preciso Viver, coordenada pela Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer em Alagoas e lançada nessa terça-feira, 10, em Maceió. É inadmissível que uma mulher não tenha acesso ao tratamento inicial após o diagnóstico da doença. É inadmissível que a garantia do atendimento em até 60 dias não seja cumprida. Não aceitamos a continuidade desse descaso, diz Eliane Machado, da Rede Feminina de Combate ao Câncer em Alagoas. As dificuldades por que passam pacientes oncológicos foram expostas em audiência pública realizada pelo Legislativo de Maceió, ontem pela manhã. Expusemos as dificuldades aos vereadores, na esperança de que vão nos apoiar, reforçou Eliane Machado, para quem o governo federal precisa liberar mais recursos aos hospitais. Os voluntários da Rede Feminina de Combate ao Câncer também recorreram ao Legislativo Estadual. Ontem à tarde, durante sessão ordinária, houve pronunciamento da deputada Jó Pereira (PMDB) sobre a questão. Sem apoio a gente não pode ficar. Centenas precisam de tratamento em Alagoas. E com urgência, alerta Eliane Machado. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), fornecidos à Gazeta pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, mostram que 300 pessoas perderam a batalha contra a doença em 2017, em Alagoas. Do total, 200 (66%) tinham câncer de colo do útero. A maioria sucumbiu à doença porque não teve assistência tempestiva, ou seja, em até 60 dias após o diagnóstico. Não fosse o voluntariado da representação local da Rede Feminina de Combate ao Câncer, a tragédia poderia ser maior e até mais rápida. Na tarde dessa terça-feira, voluntárias fabricavam produtos como toucas e enchimentos para substituir, ou pelo menos tentar, o espaço deixado pela extração de uma das mamas.