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DRT inicia fiscaliza��o em munic�pios de Alagoas para combater trabalho infantil

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A ação fiscalizadora da Delegacia Regional do Trabalho (DRT-AL) detectou em diversas cidades do interior a continuidade da exploração do trabalho infantil. Crianças são submetidas a condições subumanas de trabalho, em locais sem a mínima higiene e com cargas horárias inadequadas, com remuneração abaixo do permitido. Um dos focos da ação dos fiscais tem sido as feiras livres e matadouros públicos. Para acompanhar de perto esta situação, e convocar os órgãos públicos que atuam nos municípios a exercerem seus papéis no combate ao trabalho infantil, é que o delegado do Trabalho em Alagoas, Ricardo Coelho, iniciará visita a diversas cidades, a começar por Santana do Ipanema, e em seguida em Porto Real do Colégio e Palmeira dos Índios. As denúncias que chegam às agências da DRT no interior estão sendo investigadas e muitos são os casos de exploração de crianças nestas cidades, a partir da ocorrência e comprovação de que crianças são submetidas a este tipo de violência. A DRT-AL encaminha aos órgãos competentes para as devidas providências, e faz a sua inclusão em um dos programas sociais que o governo federal oferece, principalmente ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Feiras e matadouros Os chamados matadouros, que funcionam em boa parte nos municípios alagoanos, são os que apresentam maior gravidade, tendo em vista que nestes locais crianças e adolescentes ocupam o mesmo espaço junto a animais a serem abatidos, em contato direto com fezes, vísceras, sangue e pele, em um ambiente úmido, usando instrumentos pérfuro-cortantes e convivendo ao lado de depósitos de água fervente, que serve para a limpeza das vísceras. As feiras livres também concentram inúmeras crianças submetidas a pesos acima do que seus corpos suportam, geralmente em carros de mão, com excesso de jornada e horários inadequados. Para Ricardo Coelho, somente uma ação conjunta envolvendo entidades da sociedade civil e órgãos públicos poderá evitar que este quadro se perpetue, oferecendo uma alternativa de sobrevivência para as crianças e adolescentes fora da exploração a que são submetidas nestes locais.

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