Cidades
Transpal insiste na passagem a R$ 1,95
Fátima Almeida A possibilidade de um novo reajuste, elevando a passagem dos ônibus urbanos de Maceió para R$ 1,95, continua na pauta dos empresários do setor, e gerando protestos de passageiros da capital. A liberação do reajuste pretendido pelos empresários do setor depende de decisão judicial sobre ação impetrada por eles em novembro do ano passado. Até agora, o que temos é uma liminar autorizando a aplicação do índice da inflação, o que resultou na passagem por R$ 1,45, em vigor, mas continuamos defendendo um valor maior, porque os índices no setor de transporte cresceram muito, alegou o gerente técnico da Transpal, Paulo Murilo. Ele cita, como exemplos para justificar o novo reajuste, itens como combustível, que, segundo seus cálculos, aumentou em 74% desde o penúltimo reajuste (quando a passagem passou para R$ 1,25); pneus (com 100% de aumento), pessoal, excesso de gratuidade e necessidade de renovação da frota. protestos Ontem pela manhã, o Comitê contra o Aumento de Passagens e pelo Passe Livre, integrado por estudantes e sindicalistas, realizou um ato público em frente ao Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada (Cepa). Estamos entrando com uma Ação Civil Pública para evitar que esse novo aumento seja autorizado. Se já é difícil pagar R$ 1,45 pela passagem urbana, imagine pagar R$ 1,95, destaca o estudante Flávio Costa, da União da Juventude Socialista (UJS), que participa do Comitê. Nesta quarta-feira, o Comitê promove um debate sobre o sistema de transporte, a partir das 9 horas, na sede do Sindipetro (Rua do Imperador - Centro), com a presença do vereador Judson Cabral e do economista Cícero Péricles. geladinhos Moradores de vários bairros de Maceió realizaram, ontem, um protesto na sede da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), pela liberação dos 33 ônibus impedidos de fazer o transporte de passageiros por estarem equipados com ar- condicionado, os geladinhos. A resposta da prefeitura, no entanto, continua a mesma: Vamos abrir processo de licitação para melhorar as condições de transporte em todos os bairros, disse o assessor especial da SMTT, Luiz Resende, após reunião com os manifestantes. Ele admite, no entanto, que esse processo deve demorar cerca de um ano. Não conseguimos entender e nem aceitar que 33 ônibus geladinhos, já comprados, fiquem parados mais de um ano na garagem, impedidos de rodar porque têm ar-condicionado, enquanto a gente tem que continuar sofrendo nas comunidades, com o calor e as péssimas condições de transporte, protesta a líder comunitária Aliete Miguel, da Associação dos Moradores do Novo Mundo.