Cidades
Sem camisinhas, prostitutas e gays alertam para calamidade
Bleine Oliveira Integrantes de organizações não-governamentais que desenvolvem ações de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis estão se mobilizando para recorrer ao Ministério Público Estadual, cobrando providências diante de uma situação que consideram alarmante: a falta de camisinhas para distribuição gratuita nos postos. Segundo entidades como o Grupo Gay de Alagoas, Pró-Vida e Afinidades, a Secretaria Estadual de Saúde reduziu drasticamente a quantidade que recebiam. Recebíamos 20 caixas com 144 unidades. Agora só recebemos cinco caixas. É pouco, pois trabalhamos como profissionais do sexo, diz a travesti Fabíola Silva. Coordenador do GGAL, Igor Nascimento alerta para os riscos decorrentes da falta de camisinhas no Estado. Em Alagoas, há 1.191 registros de Aids. Esse número pode aumentar, pois as pessoas não deixarão de fazer sexo. Então teremos uma calamidade, afirma ele.