Cidades
Soropositivos cobram remédios e camisinhas
A perda de medicamentos produzidos pelo Laboratório Industrial e Farmacêutico de Alagoas (Lifal) para o tratamento de portadores de Aids foi qualificada como um absurdo pela representação das entidades ligadas ao segmento. O governo não pode deixar ocorrer esse descaso duplo: o Lifal nem fabrica os medicamentos que são necessários e ainda deixar mofar os poucos que são produzidos, protestou Igor Nascimento, coordenador de Preservativos e Medicamentos do Fórum ONGs Aids de Alagoas. A entidade reúne representantes de associações como o GGAL (Grupo Gay de Alagoas) e, segundo ele, congrega dez organizações não-governamentais. Segundo ele, há 1.191 soropositivos em Alagoas, número que, segundo Nascimento, pode vir a aumentar por causa de outro problema denunciado pelo fórum na atuação do poder público em relação ao segmento: Há carência de preservativos e falhas na distribuição. Esse problema está sendo verificado desde o carnaval. Quem tem poder aquisitivo pode comprar na farmácia. Quem não tem, está desassistido ou então fica sem praticar sexo, ironiza. aumento de casos Para ele, o problema pode levar ao aumento do número de casos da doença, em boa parte porque atinge os profissionais do sexo, que estariam atuando sem a proteção do preservativo.