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Anúncio de volta às aulas vira confusão em colégio público

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Regina Carvalho Repórter Um anúncio feito pela Secretaria Estadual de Educação, de que o ínicio do ano letivo na antiga Escola Cenecista Brandão Lima, no Bom Parto, começaria ontem, levou pais de alunos e professores para a unidade escolar. Ao constatarem que as aulas não seriam iniciadas ontem, estudantes e professores, impedidos de entrar na escola, protestaram contra a reforma que está sendo realizada no prédio escolar pela Prefeitura de Maceió. Enquanto a manifestação acontecia fora da escola, lá dentro, funcionários da Secretaria Municipal de Educação (Semed) encontravam ratos e uma coruja mortos dentro da caixa d?água da unidade escolar. Espantados, eles observaram ainda que o cano de abastecimento de água da escola passa por dentro da rede de esgoto. As irregularidades foram detectadas durante a obra de recuperação das redes hidráulica e de energia da escola. Até dezembro do ano passado, o prédio da escola estava alugado à Secretaria Estadual de Educação para abrigar os alunos da Escola Geraldo Bulhões, no Vergel do Lago, que precisava de reforma. Entretanto, a Cenec ofereceu o prédio ao município em janeiro, que aceitou a proposta. O prédio hoje é do município, mas a população não quer saber disso, ela quer que existam vagas para os filhos estudarem. Na quinta-feira serão iniciadas as matrículas, afirmou Juca Carvalho, coordenador da Secretaria Municipal de Educação. A prefeitura pretende oferecer 900 vagas nos três turnos. A coordenadora da escola, Esmeralda Góes, criticou a prefeitura, que, segundo ela, não permitiu que os professores entrassem na escola. Até agora não vi nenhum documento que comprove que o prédio pertence realmente ao município, reclamava a coordenadora da escola. Esmeralda Góes disse ainda que os 60 funcionários da escola ficarão lotados no Cepa, e os alunos que estudavam na Escola Geraldo Bulhões também serão remanejados. Estávamos dando aula quando os funcionários da Semed entraram e começaram a quebrar as paredes, sem falarem nada, contestou. REINTEGRAÇÃO DE POSSE A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação informou que o Estado entrou com liminar pedindo reintegração de posse. Funcionários de uma empresa terceirizada pela prefeitura invadiram o prédio, no momento em que os alunos estavam estudando. Até agora, eles não provaram que o prédio é realmente do município, disse a assessora Goretti Pompe.

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