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Água contaminada afeta municípios

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Fátima Almeida Repórter Alagoas tem outros municípios, além de Colônia Leopoldina, em situação de risco por causa dos altos índices de contaminação da água consumida pela população. Com base em exames realizados, a coordenadora estadual da Vigilância Sanitária, Cláudia Santana, cita pelo menos dois: Teotônio Vilela e Campestre, que já estão sendo trabalhados, e assegura que existem outros na mesma situação. Eles são considerados em situação de risco por causa do grande número de ocorrências de contaminação constatado em exames realizados em amostras das águas, e por causa do aumento de casos de diarréia, explica a coordenadora da Covisa. A contaminação das águas, inclusive nos mananciais, reflete nos indicadores sociais dos municípios. Segundo Cláudia Santana, constitui uma das principais causas de mortalidade infantil, e um dos principais fatores causadores de doenças como diarréia e cólera, chamadas de doenças da pobreza. Cláudia destaca que Alagoas possui um dos mais completos estudos sobre a situação do abastecimento de água nos municípios, mas precisa transformar isso em ações de contenção dos índices de contaminação. Temos toda a base científica, que aponta para a necessidade de proteção dos mananciais e manutenção desses sistemas de abastecimento, mas isso não basta. Estamos trabalhando para melhor aproveitamento desse material, diz ela, informando que a Secretaria Executiva de Saúde (Sesau) está estabelecendo um cronograma para trabalhar a questão da água segura em todos os municípios. No município de Colônia Leopoldina foram registrados, em apenas uma semana, mais de 40 casos de diarréia. Os exames de laboratório constataram a contaminação da água por coliformes fecais, o que relaciona o consumo com os problemas de saúde da população. De acordo com Cláudia Santana, a secretária de Saúde, Kátia Born, destacou uma equipe completa para o município e estabeleceu uma espécie de mutirão, junto com o governo municipal e a Casal, com objetivo de romper o ciclo de contaminação. A Casal já iniciou a recuperação de todo o sistema, com substituição da tubulação; foi iniciado o processo de recuperação da captação e tratamento da água, e está sendo feito um trabalho educativo junto à população, para evitar que o processo de contaminação permaneça, conclui Cláudia Santana. Os casos de diarréia no município de Colônia de Leopoldoina foram denunciados pelos próprios moradores, após constatarem que o reservatório destinado à captação da água fornecida à cidade estava servindo, na época, de lavatório para animais. Descaso Dizendo-se preocupado com o descaso com o sistema de abastecimento de água na cidade de Colônia Leopoldina, o prefeito Manuilson Andrade esteve reunido, semana passada, com a direção da Casal e da Secretaria Estadual de Saúde, pedindo ajuda para combater o problema de saúde pública no município. As pessoas tiveram que adoecer para que as autoridades se interessassem pelo problema em Colônia, disse o prefeito. De acordo com ele, o caos no abastecimento de água na cidade existe há mais de quatro anos. As tubulações são de amianto (material de uso proibido pelo Ministério da Saúde) e têm mais de 30 anos. Precisamos da ajuda de todos os órgãos competentes para resolver o problema, disse o prefeito.

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