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Casas de luxo estão desvalorizadas

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Os caseiros José Viriato do Nascimento, 58, e Clóvis Avelino André, 51, contam que boa parte das casas de luxo na beira da pista ameaçada pelo mar estão sendo vendidas por preços menores que há dois anos. Aqui você pode comprar uma casa por R$ 40 mil e ainda ganha um terreno, avaliaram. Pescadores da região vão além. Há dois anos, uma casa foi vendida por R$ 90 mil. Hoje é vendida a R$ 20 mil, disse José Heleno dos Santos, 51. Isso se o inverno não roer o restante da pista, completou Deginaldo Salvino Santos, 23, enquanto cosia uma rede de pesca. Ambos vivem no local desde que nasceram. Nunca vi isso [a erosão da pista]. É obra de Deus mesmo. Só sei que foi o Ibama que não deixou a obra de contenção continuar, diz Heleno. Pousadas na incerteza Nem as pousadas escaparam da onda de incerteza em torno da pista que ameaça ser tragada. Olha, até hoje não tenho tido problemas com falta de turistas. Mas estamos no verão, lembrou Maranei Silveira Cardoso, uma carioca que se encantou com as belezas naturais de Japaratinga e é sócia da Estalagem Caiuia. Nas reuniões que fazemos com os donos de pousadas desta região, a pista é uma preocupação freqüente, lembrou Maranei. Outro dono de pousada, a Bangalôs do Pontal, Carlos Aretax, disse que existiram casos na região de turistas que tiveram de ser transportados com um trator rebocado em um ônibus, no inverno. Há uma preocupação especialmente com o pessoal que vem do Recife, porque eles têm de vir por esta estrada. Quem vem de Maceió, pode atravessar na balsa, completou Aretax. A balsa faz a travessia de Japaratinga até Porto de Pedras. Enquanto a situação não se resolve, casas, terrenos e restaurantes exibem a placa vende-seou aluga-se, mas o dono da Bangalôs garante que não é por causa da pista da AL-105. |OR

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