Cidades
Espera por exame pára caso Macléia
Regina Carvalho Repórter O Laboratório de Genética Humana da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ainda não concluiu o exame de DNA em ossos e dentes do corpo encontrado no dia 27 de fevereiro deste ano, num canavial de Boca da Mata, apontado como sendo de Macléia dos Santos Souza, 23 anos. O material coletado na exumação foi entregue ao laboratório no dia 28 de março. Com a demora na divulgação do resultado de DNA, a investigação do caso também vai sendo adiada pela polícia e Ministério Público. O chefe do Laboratório de Genética Humana da Ufal, Luiz Antônio Ferreira da Silva, disse ontem que não vai estipular data para divulgação do resultado do exame. O material coletado (pedaço de osso do fêmur) é considerado ruim para se trabalhar, pois é preciso fazer uma série de extrações, alegou Ferreira. De acordo com ele, o melhor material para ser coletado nesse tipo de análise, quando existe, é o sangue ou tecido da vítima. Essa é uma das partes mais difíceis de se extrair o DNA, alegou o chefe do laboratório. Luiz Antônio Ferreira da Silva contestou a informação de que está havendo demora na divulgação do resultado do exame. Não está havendo demora. O exame exige tempo para a conclusão, disse. Um pedaço de tecido do suposto corpo de Macléia foi entregue anteriormente ao Laboratório de Genética Humana da Ufal, mas não serviu para extração do DNA por estar em estado avançado de decomposição. Exumação O promotor de Justiça Nilson Mendes de Miranda devolveu o inquérito à Polícia Civil, no dia 17 de março, para novas investigações. Um dos motivos da devolução, segundo o promotor, é o fato de não haver a comprovação de que o corpo é realmente o de Macléia dos Santos Souza. No dia 22 de março, o juiz de Atalaia, Manoel Tenório, autorizou a exumação do corpo que estava sepultado no cemitério de Branca de Atalaia. O IML retirou o material no dia 24 do mesmo mês. Amália Miranda Lopes, esposa do juiz de Anadia Willamo de Omena, é a principal acusada de ser a mandante do assassinato de Macléia, que teve um caso amoroso e um filho com o juiz. O mototaxista José Sérgio Azevedo da Silva, apontado como autor material do crime e preso durante 17 dias na delegacia de Atalaia, foi solto no dia 18 de março.