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DNA não confirma se corpo é de Macléia

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Bleine Oliveira Repórter Ao divulgar o resultado do exame de DNA feito na ossada que os peritos do Instituto Médico Legal Estácio de Lima retiraram do cemitério de Branca de Atalaia, como sendo de Macléia dos Santos Souza, o professor e coordenador do Laboratório Forense da Ufal, Luiz Antônio de Farias apresentou algumas hipóteses para explicar a incompatibilidade com o DNA da mãe dela, Inês dos Santos Souza. Mas, além das possibilidades aventadas pelo pesquisador, surge a hipótese de a ossada ter sido trocada antes de chegar ao laboratório. Ontem, ao revelar que o exame de DNA da ossada apresentou incompatibilidade com a mãe de Macléia, o professor Luiz Antônio disse que a explicação pode estar na possibilidade de Inês não ser a mãe biológica de Macléia, ou a ossada não ser da jovem de 23 anos, desaparecida desde o dia 2 de fevereiro. O corpo encontrado num canavial é, segundo Inês dos Santos Souza, de sua filha Macléia. Ela afirma ter reconhecido uma presilha, uma sandália e pedaços de roupa como pertencentes à filha. O presidente do inquérito policial, delegado de Atalaia, Ednaldo Marques, optou pelo testemunho da mãe como prova de que o corpo era o da jovem desaparecida e encaminhou seu relatório ao Ministério Público. Dúvida O promotor do caso, Nílson Miranda, não aceitou o resultado das investigações como suficiente para denunciar Amália Lopes, esposa do juiz Willamo Lopes, e o mototaxista José Sérgio, como autores do assassinato de Macléia. Ele pediu a exumação do corpo para exame de DNA. O resultado negativo, ou incompatível, como explica o professor Luiz Antônio Ferreira, cria nova polêmica sobre o caso. No esforço para eliminar a dúvida sobre o corpo que a família de Macléia enterrou em Branca de Atalaia, será feito agora exame de DNA com amostra do sangue de seu filho biológico de dois anos. ### Atordoada, família pede que a morte não fique impune Mesmo sem ter recebido oficialmente o laudo sobre o exame de compatibilidade entre o DNA da ossada e o da amostra de sangue da mãe de Macléia dos Santos Souza, o delegado Ednaldo Marques esteve ontem na casa de Inês dos Santos Souza para combinar a vinda dela a Maceió, junto com o neto. O exame do DNA do menino, que tem dois anos de idade, é o novo meio que a polícia tem para dizer se o corpo enterrado é o da jovem, que pode ter sido assassinada em função da relação amorosa que mantinha com o juiz da comarca de Anadia, Willamo Lopes. O delegado Ednaldo Marques não quis fazer comentário sobre o resultado divulgado pelo Laboratório de DNA Forense. Não recebi o laudo, disse ele. Mas admitiu que o exame do DNA do filho de Macléia é a última chance para identificar o corpo como sendo da jovem desaparecida. Segundo ele, se o novo exame resultar incompatível, discutirá com a cúpula da Polícia Civil a próxima etapa da investigação. Ameaça Sem compreender o resultado do exame, a mãe de Macléia mostrou-se revoltada com o andamento do inquérito. Misturando atribuições da polícia e da Justiça, Inês dos Santos Souza disse que os culpados pela morte da filha estão sendo protegidos. Se o sangue (DNA) dela não é o meu, alguém tem que fazer o Sérgio dizer o que fez com minha filha, afirma. Ela disse ainda que no último sábado, 2, quando completaram-se dois meses do sumiço de Macléia, o juiz Willamo Lopes esteve em sua casa, ameaçando tomar-lhe o neto de dois anos.

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