Cidades
Pesquisa nacional aponta maioria branca na Ufal
Carla Serqueira Repórter A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) divulgou ontem uma pesquisa, elaborada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Universidades Federais (Andifes), revelando o perfil dos alunos de graduação da Ufal, matriculados entre os anos de 2003 e 2004. Foram entrevistados 606 estudantes - 64% do sexo feminino e 36%, masculino. Os critério de classificação social foram dados referentes ao conforto familiar e à escolaridade do chefe de família. O objetivo é fundamentar políticas sociais para os discentes. A pesquisa mostra que 67,5% dos universitários são oriundos de famílias de baixa renda, com salários entre R$ 424 e R$ 1.669. Para a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), Lenilda Lima, o percentual não representa a classe popular. A variação salarial apresentada é muito grande. A maioria dessas pessoas veio de escolas particulares, assegurou, contrapondo com outra informação: 22 mil alunos de escolas públicas se inscreveram no vestibular. Apenas 11% foram aprovados, revelou. DE ÔNIBUS A coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes, Larissa Paes, não se mostrou surpresa diante dos 71% de alunos que dependem de ônibus coletivo. Esta pesquisa vem só solidificar a nossa luta. Existe o mito de que a Ufal serve aos ricos, mas grande parte dos estudantes depende do transporte coletivo para estudar, avaliou. A Secretaria Especializada em Defesa e Proteção das Minorias também não se espantou ao saber que apenas 5,6% dos alunos são negros, havendo 42,1% de brancos e 41,4% pardos. A desproporção continua grande. Alagoas possui 77% da sua população formada de pardos e negros, disse o secretário Zezito Araújo, observando que é cedo para avaliar o sistema de cotas. Só teremos um resultado significativo em 5 anos, no mínimo.