loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Clonagem de celular cresce em Alagoas

Ouvir
Compartilhar

Fátima Almeida Repórter Dificuldades de completar chamadas ao celular, quedas freqüentes de ligações, ruídos, chamadas recebidas de números desconhecidos (de outros estados, e até internacionais). Todos esses contratempos acontecendo com uma freqüência fora do comum, nos últimos dias. Fique atento. Seu telefone foi clonado. E o pior de tudo, sua conta telefônica pode trazer surpresas. Nos últimos meses, tem sido impressionante a quantidade de pessoas que tiveram o telefone clonado em Alagoas. Não é difícil encontrar alguém ao seu redor que tenha uma experiência a relatar. As operadoras não divulgam números, mas no Procon do Estado, por exemplo, a quantidade de reclamações transformadas em processo, nos três meses deste ano, já é maior do que a registrada em todo o ano de 2004, segundo o diretor de atendimento, Ronaldo de Farias Junior. Sem prejuízo Vale destacar que o Procon só registra casos em que não houve conciliação entre o usuário que teve o aparelho clonado e a operadora, em relação aos prejuízos da fraude. De uma maneira geral, as operadoras têm cumprido com a sua responsabilidade nesses casos. Nossos clientes não têm nenhum prejuízo com ligações efetuadas por motivo de clonagem, assegura a assessoria de comunicação da TIM, operadora de maior abrangência no Estado, tanto em número de aparelhos quanto em cobertura geográfica. Mas quase nunca os prejuízos se restringem ao valor da conta. A contadora Daniela Lima de Menezes ficou quase um mês com a linha bloqueada, perdeu contato com clientes e ainda viveu o constrangimento de ter mais três pessoas, cujo plano era vinculado ao seu (plano empresarial), com o telefone bloqueado, por causa da clonagem do seu aparelho. Foi um dos maiores estresses que já vivi. Até hoje tenho problemas, porque a conta deixou de chegar na minha casa, numa sequência dos problemas que tive com a clonagem do meu aparelho. O susto com a conta, que passou de uma média de R$ 100 para R$ 800, foi só um detalhe, diz ela. Foi a própria operadora (Claro), quem detectou o problema. Daniela foi comunicada de que seu telefone havia sido clonado, e por isso fora bloqueado. Ela poderia escolher entre manter a linha com um novo aparelho (fornecido pela operadora), ou mudar o número. Ficou com a primeira opção por causa da clientela, mas isso não minimizou os problemas. Fiquei quase um mês sem celular. Fui orientada pela própria operadora a não pagar a conta, mas por causa disso o telefone não foi religado. O dinheiro das ligações efetuadas pelo clone, segundo ela, foi estornado pela operadora. ASSUNTO SIGILOSO O assunto parece ser tabu para as operadoras. Ninguém fala em números nem comenta situações. A justificativa, segundo as assessorias, é de que a divulgação de informações pode atrapalhar nas investigações. A reportagem quis saber se os números de clonagem em Alagoas estão compatíveis com outros estados, e qual a área de atuação preferencial dos fraudadores, mas não obteve resposta. Há indícios, no entanto, de que nos últimos meses tem crescido o número de situações registradas nos órgãos públicos. Um exemplo disso está na Secretaria de Articulação do governo de Alagoas. Segundo a diretora administrativa e financeira, Vitória Brasileiro, quase metade dos telefones celulares de serviço já foram clonados nos últimos meses. Há semanas em que detectamos dois ou três casos, relata, destacando que em todos os casos a operadora assumiu os prejuízos. A orientação das operadoras para evitar clonagem do celular é que, em caso de roubo ou furto, o cliente entre em contato, imediatamente, com a Central de Relacionamento , solicitando o bloqueio da linha.

Relacionadas