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Lojistas e camelôs abrem nova polêmica

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Felipe Farias Repórter Depois da ocupação pelos sem-terra da Praça Sinimbu e da sede do Instituto de Colonização e Reforma Agraria (Incra), outro tema promete causar polêmica e acirrar os ânimos no Centro de Maceió. Como no caso dos trabalhadores rurais, a proposta da Prefeitura de retirar os camelôs da região envolve a luta por espaço, opõe poder público e um segmento que não abre mão de suas reivindicações e se baseia na defesa de um direito tão legítimo quanto o acesso à terra: o de trabalhar para garantir a própria sobrevivência. Mas, ao contrário do acampamento que sitiou o Incra por mais de um mês, promete episódios com desfecho mais rápido. Prova disso foram duas ligações que o presidente da associção que representa os ambulantes, Laerson Lira, diz ter recebido na última sexta-feira à tarde. Dois comerciantes da Rua Moreira Lima, cujos nomes preservou, queriam saber detalhes de uma suposta ameaça de incêndio às suas lojas: uma de venda de bolsas e artigos de couro, e outra de panelas e utensílios de alumínio. Ameaças O ataque seria o primeiro de uma série, em retaliação à proposta de retirada dos camelôs, que a cada dia adquire contornos mais definitivos. Eu disse que isso não passava de especulação, de puro boato, contornou Lira, para quem a suposição teria partido dos próprios lojistas. Ele garante não ter ficado sabendo de nenhuma ameaça contra os lojistas, por causa da remoção. Mas admite que a tensão tende a se acirrar. Esse jogo está apenas começando, adverte. Um indício foi o cancelamento da reunião marcada para a última quinta-feira do prefeito Cícero Almeida com os ambulantes. A pedido dos representantes da categoria, o encontro foi adiado porque um dos pontos de pauta era a informação de que a retirada em massa, como os camelôs denominam o mutirão de remoções, ocorreria já amanhã, quer concordassem ou não. A reunião foi adiada para quarta-feira e a remoção suspensa, sem novo prazo previsto.

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