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Vigilância acha barata em caldo de cana

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Fátima Almeida Repórter Exames realizados em 15 amostras de caldo de cana coletadas em Maceió pela Vigilância Sanitária deram negativo quanto à presença do tryponozoma cruzi, protozoário responsável pelo desenvolvimento da doença de Chagas. Mas em pelo menos duas dessas amostras foram detectados fragmentos de inseto (baratas e moscas), o que constitui uma prova inconteste de falta de higiene, segundo avalia o coordenador municipal da Vigilância, Ednaldo Balbino. Ele confirmou que nesta quarta-feira a Coordenadoria Municipal de Vigilância Sanitária (Covisa) vai realizar um curso de capacitação para 40 ambulantes que trabalham com caldo de cana, para repassar noções de higiene na manipulação e acondicionamento do alimento, cuidados com a matéria-prima, limpeza dos equipamentos e do ambiente de trabalho, e higiene pessoal. O curso terá uma jornada de 8 horas e essa será a primeira turma. Capacitação Segundo Balbino, todos os vendedores ambulantes que trabalham com alimentos nas ruas de Maceió terão que passar pela capacitação. O Secretário de Saúde do município informou que vai baixar uma portaria determinando que só pode continuar trabalhando com alimentos o ambulante que for capacitado, disse ele. Ednaldo informou também que os dois ambulantes de calco de cana, cujas amostras continham resíduos de insetos (ambos atuam no Centro de Maceió) já assinaram termo de compromisso de participação no curso, e de se ajustarem às normas de higiene. Barbeiro vetor Os resultados negativos do caldo de cana de Maceió, para o protozoário da doença de Chagas confirmam o que especialistas já haviam previsto, com base no histórico da saúde do município. Não há risco de disseminação da doença na capital Alagoana, porque não existe por aqui o barbeiro vetor. E nunca houve registro de contaminação oral da doença de chagas no Estado. Em entrevista à Gazeta, o especialista Alfredo Dacal citou esses dados e afastou a possibilidade de acontecer por aqui fato idêntico ao que ocorreu em Santa Catarina, onde várias pessoas se contaminaram com a doença de Chagas ao ingerirem caldo de cana. A forma mais tradicional de transmissão do tryponozoma cruzi é por meio da picada do barbeiro contaminado, que deposita suas fezes no local da picada, favorecendo a sua entrada no organismo. Dacal acredita que no caso de Santa Catarina, um barbeiro foi triturado junto com a cana e contaminou o caldo.

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