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Ministério vai liberar mais R$ 4 milhões

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Felipe Farias Repórter Dez meses depois da tragédia da chuva de junho do ano passado, Maceió finalmente deve receber parecer favorável à liberação da última parcela, no valor de R$ 4 milhões, da ajuda federal orçada em R$ 12 milhões, para recuperação de áreas atingidas pelo temporal. A previsão é de um dos dois engenheiros analistas da Secretaria Nacional de Defesa Civil destacados para vir a Alagoas vistoriar as obras. Ontem à tarde, eles estiveram nas lagoas dos conjuntos Graciliano Ramos e Salvador Lyra e na Grota da Alegria, no Benedito Bentes. Pelo que estamos vendo, não há problema nenhum. As obras estão sendo executadas - e bem executadas, avaliou Celso Mamede, engenheiro da secretaria vinculada ao Ministério da Integração, acrescentando que, diante do que viu, o relatório da visita a ser emitido na semana que vem deve ter parecer favorável à liberação dos R$ 4 milhões. A visita foi acompanhada por técnicos da Superintendência de Obras e Urbanização (Somurb), responsáveis pela execução e deve ser encerrada hoje, com vistorias no conjunto Rosane Collor, na localidade de Poço Azul, no Jardim Petrópolis I, e nas grotas Santa Helena e do Moreira, onde também foram executadas algumas das obras que integram os 18 projetos em que foram aplicados os recursos repassados pelo governo federal. Mamede estava acompanhado de Leopoldo Heitor Capelini Kirschner, também engenheiro analista da Secretaria Nacional de Defesa Civil, que fez fotografias das obras executadas e em andamento e até das placas que identificam o tipo de intervenção, prazo e montante orçado. Casas populares Segundo José Vieira Passos, engenheiro da Somurb responsável pelo projeto, o município vai tentar alterar o último dos 18 projetos, para recuperação de casas atingidas - o único que ainda não foi executado. Vamos aproveitar a presença dessa equipe aqui para propor a mudança, porque eles têm poder para sugeri-la. Se o fizerem, já será meio caminho andado. Mamede e Kischner não souberam precisar o prazo para liberação dos recursos. Depois que o parecer sai da área técnica - que é a nossa - percorre vários caminhos. Mas, necessariamente, passará pelos setores jurídicos e financeiro do Ministério, justificaram. A visita de ontem à tarde, segunda etapa da vistoria, começou pela lagoa dos conjuntos Graciliano Ramos e Salvador Lyra. A primeira foi executada pela Prefeitura, como parte das obras de recuperação dos danos provocados pelas enchentes. A segunda parte já estava sendo executada pelo Estado, como integrante do projeto da Macrodrenagem do Distrito Industrial. Mas, quando escavamos a lagoa do Graciliano Ramos, tivemos de fazer também uma estrutura de lançamento, ligando-a à lagoa do Salvador Lyra. Essas duas obras foram executadas pela Prefeitura, informou Passos. A estrutura de lançamento é uma galeria que atravessa a Via Expressa à altura da entrada do conjunto. A lagoa do conjunto Graciliano Ramos e a estrutura de escoamento foram orçadas em cerca de R$ 1 milhão. ### Construção de casas destruídas está fora das obras previstas A recuperação de áreas atingidas pela chuva de 1º de junho do ano passado foi distribuída em 18 projetos de obras, orçadas ao todo em R$ 12 milhões. Segundo a Prefeitura, apenas um deles não foi executado ainda: o de recuperação de 780 casas atingidas por algum tipo de conseqüência do temporal, como ameaça de desabamento, orçado em R$ 1,95 milhão. É justamente nesse projeto que o município deve propor uma alteração, aproveitando a presença dos dois engenheiros analistas da Secretaria Nacional de Defesa Civil. Segundo José Vieira Passos, engenheiro da Somurb responsável pelo projeto, a obra consiste em mudar o tipo de intervenção, de recuperação para reconstrução das casas. É que entre os atingidos, o setor de assistência social do município cadastrou como beneficiários em potencial até moradores de casas de taipa. E casa de taipa não se recupera; é demolir e construir de alvenaria, justificou o engenheiro. RECOMENDAÇÕES Segundo ele, uma recomendação da própria Secretaria Nacional de Defesa Civil proíbe aplicação de recursos do governo na recuperação de moradias situadas em áreas de risco. Com isso, o município deve propor que, caso a moradia não possa ser recuperada, os recursos a ela destinados sejam revertidos para construção de novas unidades. Carminha Um dos projetos para aplicação dos recursos destinados pelo governo federal consiste na construção de 200 unidades no conjunto Carminha, orçada em R$ 1,8 milhão e já em andamento. Mas, segundo o representante do município, a mudança também depende de parecer da equipe que está em Maceió. Se eles concordarem e incluírem em seu parecer, para nós já será meio caminho andado, acrescentou Vieira. Caso não seja aprovada a recuperação nem a mudança para reversão das verbas em construção de novas casas, Vieira estima que as famílias não contempladas serão incluídas em outros programas da Prefeitura, já que o prefeito Cícero Almeida anunciou a meta de conclusão de 2.500 moradias neste ano. Grotas A escavação da lagoa do conjunto Graciliano Ramos e a construção da estrutura de escoamento consumiram cerca de R$ 1 milhão. Nas obras da Grota da Alegria, que incluíram canal de escoamento e pavimentação de duas vias no bairro, também visitadas ontem, foi aplicado R$ 1,067 milhão.

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