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Reciclagem de latinhas ajuda catador a vencer desemprego

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Pela quarta vez, o Brasil alcançou o topo no ranking dos países que reciclam as latinhas de alumínio, de cerveja ou refrigerante. O dado está sendo comemorado não apenas pelas empresas de reciclagem, mas principalmente pelos 600 mil brasileiros que vivem da coleta desse material. Em Alagoas, o interesse pelo material é crescente, estimulado não apenas pelas cooperativas de reciclagem, mas também pela consciência ambiental da população, que se solidifica ano após ano. Cada vez mais pessoas adotam comportamento voltado para a preservação da natureza e do meio em que vivem. Catar latinhas nas ruas, principalmente em shows e outros grandes eventos públicos, tem sido também a oportunidade de muitos trabalhadores enfrentarem a crise do desemprego. Exemplo Um exemplo é o grupo de 21 catadores de lixo da extinta Companhia de Beneficiamento de Lixo (Cobel), órgão da Prefeitura de Maceió responsável pela limpeza urbana. Com a extinção do órgão, substituido pela Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum), os garis e margaridas reprovados no concurso público para preenchimento das vagas no novo modelo administrativo foram sumariamente demitidos. O desespero tomou conta de todo mundo - afirma Sérgio Gomes, hoje presidente da Cooperativa de Recicladores de Alagoas (Cooprel). SAÍDA Os garis demitidos encontraram na coleta seletiva a saída para a crise provocada pela demissão. A Cooprel, localizada na Via Expressa, emprega 21 trabalhadores, que passaram de garis a catadores, uma profissão já reconhecida por lei. Eles esperam apoio da Prefeitura de Maceió para aumentar o número de empregos, dando oportunidade aos 160 candidatos a cooperados que aguardam por uma vaga. A Cooprel, a exemplo da Associação dos Moradores e Amigos da Pitanguinha (Ampita), pioneira em programas de coleta seletiva, aceita todo tipo de material reciclável. Embalagens diversas, plásticos, garrafas pet, papelão, revistas - tudo o que pode ser reaproveitado é bem-vindo. Mas são as latinhas de alumínio o material mais disputado por todos os catadores. A razão, claro, é o valor de revenda. Cada quilo é vendido em média por R$ 3,80. O preço da tonelada pode chegar a R$ 70,00. Toda a coleta da cidade é vendida por empresas ou particulares a grupos de Pernambuco, Paraíba e Minas Gerais. A reciclagem de latinhas cresceu 11 vezes no Brasil. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Reciclagem mostram que 90% das latinhas são recicladas. A média brasileira é de 35,3%, acima da média mundial, de 33%, e abaixo apenas da Itália, Estados Unidos e Alemanha. O setor movimenta cerca de R$ 850 milhões por ano. Em Maceió, os catadores têm renda média de R$ 200,00. Temos condições de crescer e chegar a um salário mínimo - afirma Sérgio Gomes, que aposta na reciclagem. Ele pede apoio para continuar crescendo. |BL

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