Cidades
Assentados fecham acesso ao BN e cobram recursos
Regina Carvalho Repórter Trabalhadores rurais do assentamento Santa Luzia do Riachão, localizado no município de São Luiz do Quitunde, ligados ao Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) impediram, ontem, que clientes tivessem acesso à agência do Banco do Nordeste (BNB) no bairro do Farol. Os assentados protestavam contra a demora na liberação dos recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf. Esse dinheiro era para ter saído desde fevereiro. Já viemos tantas vezes aqui que até perdi a conta, declarou o agricultor Osvaldo Ferreira de Souza. De acordo com o gerente-geral da agência do BNB, Enildo Lemos Correia, o banco somente pode liberar o dinheiro depois da emissão de um laudo feito por técnicos contratados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que ateste a correta aplicação dos recursos pelos agricultores. Não podemos fazer nada sem esse laudo e também não temos culpa dessa demora, disse o gerente. Confusão Enquanto uma comissão de cinco trabalhadores era recebida pelo gerente-geral dentro do banco, a Polícia Militar (PM) tentava acalmar os ânimos do lado externo do prédio, onde estavam cerca de 60 trabalhadores rurais. Eles estavam barrando a entrada de clientes na agência e tivemos que chamar o reforço policial para conter os mais exaltados, explicou o sargento PM Rubens. O presidente do assentamento, José Carlos dos Santos, disse que 67 famílias de assentados estão aguardando os recursos oriundos do Pronaf. Os manifestantes só desocuparam o prédio depois que funcionários da empresa contratada pelo Incra garantiram que o laudo será encaminhado ao BNB, na próxima sexta-feira. Se o laudo realmente sair no dia prometido, o dinheiro para os assentados será liberado na terça-feira, prometeu Enildo Lemos.