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Deficientes contra o fim do passe livre

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Fábia Assumpção Repórter Um grupo de trabalho formado por representntes da Secretaria Municipal de Assistência Social e de organizações não-governamentais vai discutir os critérios para concessão dos cartões eletrônicos de acesso livre aos portadores de deficiência física nos ônibus. O grupo corre contra o tempo, e a prioridade é acelerar o recadastramento das pessoas que têm cartões eletrônicos. É que no próximo dia 30 de abril, todos os cartões serão bloqueados pela Transpal. A reunião foi convocada pelo presidente da Associação dos Portadores de Deficiência Física (Adefal), vereador Gerônimo Ciqueira, para discutir os problemas enfrentados pelos portadores de deficiência por causa dos problemas no sistema de transporte urbano de Maceió. De acordo com a secretária de Ação Social, Ivone Torres, o recadastramento deve ter início em maio. Mas, para não prejudicar os portadores de deficiência física, haverá uma revalidação dos atuais cartões por um prazo de pelo menos mais três meses. A secretaria também promete instituir uma junta médica para acompanhar o recadastramento. Durante a reunião na sede da Adefal, médicos e assistentes sociais da entidade reclamaram que, muitas vezes, algumas pessoas têm sido excluídas do direito ao cartão, sem sequer ser examinadas. O município garante que fará as correções. ### Entidades contestam índices da Transpal sobre gratuidade O vereador Gerônimo Ciqueira contestou, durante a reunião, a campanha feita pela Transpal, que diz que mais de 14 mil pessoas têm acesso de graça nos ônibus porque usam os cartões eletrônicos de portadores de deficiência física. De acordo com as entidades de atendimento aos portadores de deficiência, esse número não passa de 4.500, e muitos deles se utilizam de transportes especiais - vans colocadas à disposição pelas empresas de ônibus - para locomoção de portadores de deficiência. O presidente da Adefal afirma que o serviço de transporte para portadores de deficiência física em Maceió é probemático. Existem 11 ônibus adaptados para deficientes, mas destes apenas nove estão em circulação. Juranice Batista da Silva sente na pele esse problema. Paraplégica desde os oito anos, ela depende do ônibus adaptado para chegar ao trabalho. Mas só existe um para atender ao bairro do Clima Bom, onde mora. Se eu perder o ônibus das seis horas, só pego outro às oito da manhã. Seu horário de trabalho começa às 7h30 e ela é obrigada a usar os ônibus comuns. Nesse caso, eu tenho que descer da cadeira e pedir ajuda a alguém para subir no ônibus. |FA

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