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Estudantes vão à Justiça contra concurso

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MARCOS RODRIGUES Repórter O edital do concurso estadual da Educação para o preenchimento de vagas para professores, a ser realizado pela Secretaria Executiva de Educação (SEE), deve ser contestado na Justiça por estudantes e pela coordenação do curso de Ciências Sociais da Ufal. É que pelas regras divulgadas, os sociólogos não estão aptos a se candidatar. Existe uma distorção completa. Da maneira como o edital foi elaborado ficou vedada a participação do graduado em Ciências Sociais que, por lei, é quem pode lecionar a disciplina de Sociologia, disse o coordenador do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas, Sérgio Castilho. JUSTIÇA O edital do concurso foi divulgado na semana passada. Ontem, o professor Castilho informou que já havia mantido contatos com o presidente da Comissão Organizadora do Concurso da Educação, Marcelo Casado. Segundo Castilho, o presidente da comissão informou que qualquer modificação no texto publicado terá de ser feita pela comissão organizadora. Mas até o momento nenhum posicionamento foi tomado. Enquanto isso não ocorre nós iremos acionar a Justiça, por intermédio da Procuradoria da Ufal. Já estou, inclusive, concluindo um documento descrevendo os prejuízos que o edital traz para o curso, adiantou Sérgio Castilho. A ação contra a comissão organizadora visa corrigir a informação de que os candidatos a vagas de Sociologia devem ser pedagogos formados. O detalhe é que o conteúdo didático das Ciências Sociais só pode ser aplicado por sociólogos. O questionamento na Justiça também pretende suspender de imediato o processo de inscrições e em seguida a prorrogação do prazo, para os candidatos formados em sociologia. ### Erro é, no mínimo, sinal de ignorância Os estudantes de Ciências Sociais também estão mobilizados contra a organização do concurso da Secretaria Executiva de Educação. O Centro Acadêmico (CA) iniciou, ontem, uma visita às turmas para explicar as distorções do edital que exclui a participação de egressos do curso de Sociologia. Segundo Tiago Bianchetti, coordenador-geral da entidade, o CA entrará na Justiça por meio do Ministério Público Estadual. Antes, porém, estaremos esclarecendo aos estudantes sobre esse erro que considero, no mínimo, um sinal de ignorância. Digo isso porque não existe um conteúdo para Sociologia Pedagógica, como descreve o edital. Ele está errado desde a sua origem, criticou Tiago. Excluída A formanda em Sociologia Joseane Oliveira disse que pode recorrer à Justiça para garantir o seu direito de participação no concurso. Em fase de conclusão do curso, ela é uma das interessadas em lecionar no serviço público. Me senti muito decepcionada com o que li. Ficou parecendo que o curso não adiantou nada. Mas pretendo, juntamente com outros formandos, garantir nosso espaço, defendeu. Os estudantes não descartam a realização de um ato público, na próxima semana, em frente ao prédio da Secretaria de Educação, no Centro de Maceió. O CA de Sociologia também solicitará apoio da Executiva Regional do curso, com representantes nos estados do Ceará e de Sergipe.|MR

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