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Cai em Macei� a venda de eletroeletr�nicos
As vendas de produtos eletroeletrônicos de consumo registraram forte retração no primeiro trimestre deste ano, de 14,27%, segundo balanço divulgado pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Segundo os lojistas de Maceió, as vendas desse segmento também caíram na capital alagoana, mas não chegaram a média do País, graças à forte campanha promocional realizada no último mês de março, o Liquida Maceió. O gerente das lojas Maia, Adriano de Castro, disse que em comparação ao mesmo período do ano passado as vendas de eletroeletrônicos tiveram uma retração. Ele atribui a queda ao aumento dos preços desses produtos, em função da alta do dólar. ?A campanha realizada no mês passado ajudou um pouco a aquecer as vendas, mas no ano passado o movimento foi maior?, frisou. De acordo com os lojistas da capital, na linha de imagem e som, as vendas do primeiro trimestre situaram-se cerca de 20% abaixo do mesmo período do ano passado. Na linha de portáteis, a queda foi de 7% e na linha branca, de 15%. Em março, seguindo a mesma tendência dos fabricantes de eletroeletrônicos houve uma recuperação em relação a fevereiro, mas na comparação com março do ano passado, as vendas continuam apontando retração. Nos produtos de imagem e som, as vendas foram 14% superiores a fevereiro, mas estão 24% abaixo de 2002. O superintendente das Lojas Insinuante, Florisval Matos, disse que o que segura as vendas são as campanhas promocionais e forte investimento de propagandas na mídia. ?Sem campanhas, a tendência das vendas é cair. Isso porque estamos passando por um período de recessão, resultado da alta das taxas de juros, do aumento da carga tributária e da inflação que persiste. Essas variáveis combinadas são fortemente recessivas e elas têm se refletido no desempenho do setor eletroeletrônico, colocando-o em um patamar decrescente a cada ano?, salientou Matos. De acordo com a Eletros, a expectativa do setor eletroeletrônico é que o cenário econômico melhore nos próximos meses. O setor mantém a projeção de recuperar pelo menos 2% das vendas neste ano em comparação ao ano anterior.