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MLST invade Maceió para pressionar Incra

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BLEINE OLIVEIRA Repórter Cerca de 1.500 trabalhadores sem-terra estarão hoje em Maceió. O grupo é ligado ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), que decidiu antecipar a programação que desenvolveria na próxima segunda-feira, 25, Dia do Trabalhador Rural. Segundo Marcos Antônio da Silva, o Marrom, da coordenação estadual, os trabalhadores sairão da Praça do Centenário, no Farol, e caminharão pelas ruas centrais de Maceió até a sede do Incra, na Praça Sinimbu. Lá, o MLST se reúne com a direção do Instituto para discutir extensa lista de reivindicações. Ontem, em reunião com o ouvidor agrário nacional, José Gercino Silva, coordenadores do MLST e do Movimento Terra e Liberdade (MTL) divergiram durante várias horas sobre a forma de divisão da Fazenda Prazeres, localizada no município de Flexeiras. Clima tenso A fazenda, que integra o chamado complexo Usina Peixe, foi ocupada em dezembro de 1998 por 400 famílias de Messias, Flexeiras, Joaquim Gomes e Rio Largo. A causa da briga é, segundo Marrom, a intransigência do MTL, que não aceita dividir a terra em dois grupos. Fizemos a proposta de divisão da área, sendo 85 famílias nossas e 106 deles, mas o MTL não aceita, quer 100% da área - reclama o coordenador do MLST. No acampamento, a situação é tensa, inclusive com agressão e assassinatos. A agricultora Maria José da Silva é a vítima mais recente. Ligada ao MLST, ela foi agredida com uma foiçada no braço. O MTL nega as agressões. O coordenador nacional do movimento, Waldemir Agostinho, diz que o MTL não aceita que pessoas com apenas seis meses de acampadas sejam assentadas. E acusa o MLST de ter enxertado a lista original de famílias. Nossa orientação é pela convivência e respeito - afirma Agostinho. A Comissão de Gerenciamento de Crise da PM acompanha o caso.

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