loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Entorno de obras vira zona de perigo

Ouvir
Compartilhar

| REGINA CARVALHO Repórter Para comerciantes e moradores que vivem nas proximidades do cruzamento da avenida Dom Antônio Brandão, Rua Comendador Palmeira e Ladeira do Brito, onde está sendo construída a passagem de nível, a área se transformou em zona de perigo. A violência não poupou nem mesmo a Igreja Batista do Farol, que teve duas janelas novas roubadas esta semana. Por causa da crescente presença de marginais, até o horário do culto evangélico aos domingos foi antecipado, das 19h30 para as 18h. Aqui ficou bem mais perigoso. Os tapumes tiraram toda a visão. Da forma como está facilitou a abordagem de marginais. Não tem para onde correr, lamentou José Amilton da Rocha, da administração da igreja evangélica. Ele conta que enviou ofício ao Comando de Policiamento da Capital (CPC) pedindo policiais na área. Essa obra não será feita em um mês. Vai durar um bom tempo. Há poucos dias uma moça foi assaltada aqui perto. Levaram o celular e o relógio, destaca Rocha. Pelo menos metade dos alunos da turma da noite de um cursinho do Farol desistiu de assistir às aulas. O motivo, segundo informação de funcionários, seria a insegurança. Percebemos a ausência de alunos no período noturno. Quarenta dos 80 matriculados não estão freqüentando o cursinho. Eles reclamam que não há policiamento e por isso não vão deixar os veículos na praça, que é distante, e onde não há segurança, conta Mileny Alves da Silva, funcionária, que foi assaltada há poucos dias, pela manhã, nas proximidades da Ladeira do Brito. Um estabelecimento que oferece serviços de costura e bordado, localizado próximo à obra, foi assaltado esta semana. A dona do ponto comercial, Marily Rodrigues, conta que o assaltante abordou sua funcionária pela manhã, por volta das 10h30. Ele pediu dinheiro. Como ainda era cedo, havia apenas R$ 60,00 no caixa, lembra. Outro alvo da ação de assaltantes foi uma lanchonete. De cara limpa, um homem pediu lanche e levou o apurado do dia. Trabalho aqui há dois anos e isso nunca tinha ocorrido. O prejuízo com o assalto foi de R$ 30, relata a funcionária Marciana Nascimento da Silva. ### Lojistas fecham mais cedo e anunciam saída do local A proprietária de uma loja que comercializa produtos infantis e para gestantes, Maria Zilda Cavalcante está fechando o seu estabelecimento mais cedo por causa da onda de assaltos. Estão aparecendo muitos cheira-colas. Antes eu fechava a loja às 20 horas e agora encerro tudo por volta das 17h30, destaca. Maria Zilda informa que o movimento na sua loja caiu mais de 50% desde que as obras para a construção da passagem de nível começaram. Esse é o momento mais difícil desde que abri há dois anos. Até agora não consegui o dinheiro para pagar o aluguel do prédio. Em janeiro penso em procurar outro ponto, ressaltou a proprietária da loja. abordagem Um estabelecimento que oferece serviços de costura e bordado, localizado próximo à obra, foi assaltado esta semana. A dona do ponto comercial, Marily Rodrigues, conta que o assaltante abordou sua funcionária pela manhã, por volta das 10h30. Ele pediu dinheiro. Como ainda era cedo a funcionária deu R$ 60 que havia no caixa. O assaltante jogou todas as roupas no chão e foi embora, lembra. |RC ### Depois das 20 horas, área fica deserta e atrai ladrões Mileny Alves da Silva, funcionária de um cursinho que fica vizinho às obras da Prefeitura, afirma que também foi assaltada há poucos dias, pela manhã, nas proximidades da Ladeira do Brito. Um homem puxou a minha bolsa. Pensei que fosse brincadeira. Gritei e ele correu. Deveria ter policiamento por aqui, acrescentou. LANCHONETE Outro alvo da ação de assaltantes foi uma lanchonete. De cara limpa, um homem pediu lanche e levou o dinheiro apurado do dia. Trabalho aqui há dois anos e isso nunca havia ocorrido. O prejuízo com o assalto foi de R$ 30, relata a funcionária Marciana Nascimento da Silva. Ela reforçou que o movimento da lanchonete caiu mais de 50% depois da obra. O patrão já avisou que vai demitir funcionários. Depois dessa obra, o movimento caiu demais, destaca. José Cícero Silva é vigilante. Ele conta que presenciou pessoas serem assaltadas, mas que não pode fazer nada. Vi pessoas passando aqui com medo, chorando. Depois das 20 horas não passa mais ninguém aqui na Praça Gonçalves Lêdo. Fica muito esquisito, destaca o vigilante. |RC

Relacionadas